Gerenciamento de laser de baixa potência : um estudo de caso em hospital público brasileiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Sand, Carina
Orientador(a): Dutra, Camila Costa
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/263304
Resumo: Um dos requisitos fundamentais para a qualidade dos serviços de saúde é a adequada utilização e manutenção de tecnologias, como os equipamentos médico-hospitalares, uma vez que afetam a segurança e os resultados clínicos nos procedimentos em que são utilizados. A fim de garantir a segurança e o bom desempenho de um equipamento médico é imprescindível que, ao promover o gerenciamento desses equipamentos, a instituição compreenda os processos associados ao seu uso clínico. O laser de baixa potência é um equipamento médico hospitalar utilizado para prevenção e tratamento de lesões, que possui requisitos específicos de segurança e um elevado grau de complexidade operacional que afetam diretamente o seu desempenho. Estudos anteriores, sobre avaliação de lasers de baixa potência em utilização, mostram resultados preocupantes com relação ao seu desempenho e à indiligência dos usuários em relação às medidas de controle e segurança necessárias. Dessa maneira, o propósito desta dissertação foi realizar um estudo de caso piloto em um hospital público universitário de grande porte no Brasil, analisando o gerenciamento e avaliação de desempenho do laser de baixa potência. Inicialmente foi desenvolvido um modelo empírico de requisitos para o gerenciamento de laser de baixa potência, com a utilização de uma abordagem sociotécnica para análise dos fatores envolvidos durante o período de preparo e de realização de uma auditoria para acreditação da Joint Commission International (JCI). O modelo é composto de 20 requisitos, e pode ser aplicado em outras instituições de saúde em todo o mundo para alcançar o sucesso na gestão do laser de baixa potência, e consequente atendimento aos requisitos da acreditação internacional da JCI. Em seguida, considerando a importância do desempenho do laser para a garantia dos tratamentos, e a carência de estudos na literatura sobre como avaliar e promover a continuidade desse desempenho, foi definido um procedimento de avaliação da potência óptica que considera os fatores decorrentes do uso do laser que podem impactar no desempenho, além de analisar formas de reduzir esse impacto. O modelo empírico de requisitos propostos para gerenciamento de laser de baixa potência, juntamente com o procedimento de avaliação de desempenho desses equipamentos, contribuem para a melhoria contínua da qualidade dos cuidados em saúde e para a segurança dos pacientes e profissionais envolvidos no processo.