Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Lourenço, Gisleine Verlang |
Orientador(a): |
Passos, Eduardo Pandolfi |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/246126
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Resumo: |
Introdução: A Organização Mundial da Saúde reconhece a infertilidade como doença, um problema de Saúde Pública, que afeta 8% a 12% dos casais em todo o mundo. A preocupação com a vida saudável e a expectativa do viver mais e com qualidade, aproveitando os avanços biotecnológicos, incrementa a tarefa de prevenir e promover a saúde. A infertilidade tem sido descrita como fonte de ansiedade para a maioria dos casais que a vivenciam. Uma crise vital pode afetar diferentes níveis biopsicossociais e desencadear sentimentos negativos de vida. O objetivo geral desta tese é investigar a percepção de infertilidade, qualidade de vida e depressão em mulheres em tratamento para reprodução assistida. Método: estudo de delineamento transversal, abordagem quantitativa. Participaram da amostra 89 mulheres que estão inseridas no programa de reprodução assistida, no ambulatório do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). A coleta se deu no período entre agosto de 2016 e janeiro de 2018. Os instrumentos utilizados foram Questionário sobre fertilidade e Qualidade de Vida Fertiqol, Inventário de problemas de fertilidade FPI e Inventário de depressão de Beck BDI e um questionário com dados sócio-demográficos. Aprovação do Comitê de Bioética do HCPA e autorização para participação através do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: A média de idade das mulheres foi 33±4 anos. Em relação à percepção das pacientes, 22,5% apresentam classificação leve, moderada ou grave do BDI. O FertiQoL Geral/total foi de 66,5 ± 14,5, e apresentou associação significativa com a depressão e escolaridade, indicando que pacientes com depressão apresentaram, em média, -10,7(IC95%: -17,5;-3,8) de diferença em relação às sem depressão, e aquelas com ensino médio e fundamental apresentam melhor qualidade de vida em relação às de ensino superior, com diferenças de 11,0 (IC95%: 2,84;19,1) e 11,4 (IC95%: 0,6;22,3), respectivamente. Pacientes com ensino superior têm pior qualidade de vida em todas as dimensões, com exceção das dimensões que correspondem ao ambiente do tratamento e emocional. Pacientes com depressão, exceto nas sub-escalas social, ambiente do tratamento e tratamento total, apresentam qualidade de vida inferior comparada às não deprimidas. A dimensão do FPI que apresentou melhor escore foi a de relacionamento conjugal e sexual: 4,5±0,79. As dimensões de relacionamentos sociais (r= -0,77), relacionamento conjugal e sexual (r=0,67) e maternidade/paternidade (r= -0,65) apresentaram correlações com o escore total do FertiQoL. Conclusão: Os resultados corroboraram a literatura, que 8 associa infertilidade com depressão e menor qualidade de vida. Em FertiQoL, Central mente corpo está relacionado com BDI. BDI = -13, 4 ou p < 0,001. Quem tem depressão tem em média 13,4 pontos a menos comparando com quem não tem depressão. Recomenda-se que as equipes estejam cientes dos múltiplos fatores envolvidos e ofereçam cuidado psicossocial antes, durante a após o tratamento. |