Original Hip Hop nacional : do marginal ao patrimonializado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Dickel, Fulvio Botelho
Orientador(a): Silva, Ana Celina Figueira da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Palavras-chave em Espanhol:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/299925
Resumo: A presente dissertação de mestrado, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGMusPa/UFRGS), versa sobre as ações em torno da Construção Nacional do Hip Hop a partir de sua idealização em 2022 até 2024, mas principalmente em 2023 quando a cultura Hip Hop completou 50 anos de seu marco inicial no Bronx em Nova Iorque, bem como as iniciativas deste movimento buscando novas políticas públicas para a cultura Hip Hop, e seu reconhecimento como patrimônio imaterial do Brasil e como estas iniciativas podem contribuir para a desmarginalização desta cultura preservando e propagando suas atividades. A pesquisa teve como objetivo analisar as características que suportam e qualificam o Hip Hop como patrimônio imaterial e também como tal possibilidade abriu portas para a difusão do movimento. A metodologia engloba uma análise realizada em fontes documentais, entrevistas e saídas de campo a partir de uma abordagem qualitativa a fim de mapear as medidas adotadas pelos agentes dessa construção, em especial Rafael Diogo dos Santos. A partir do levantamento documental, foi possível sugerir que a construção do Museu da Cultura Hip Hop do Rio Grande do Sul foi um fator determinante para dar maior visibilidade e reconhecimento tanto para a cultura como para os protagonistas envolvidos. Para a formatação argumentativa da pesquisa realizou-se uma articulação com os conceitos norteadores: Campo (Bourdieu, 2022), Musealização (Leschenko, 2017; Desvallées, Mairesse (2013), Patrimonialização (Davallon, 2014; Gonçalves, 2007) e Políticas do Patrimônio (UNESCO, 2003). As iniciativas adotadas possibilitaram a negociação do movimento com o poder político institucionalizado, em especial o Ministério da Cultura. Desse modo, propusemos uma investigação ao longo deste percurso que passa pela inauguração do Museu da Cultura Hip Hop RS (MUCHRS) e sua consolidação como um dos principais agentes desta construção, a elaboração de um dossiê com inventários participativos acerca da cultura Hip Hop em todos os estados brasileiros mais o Distrito Federal e tratativas para assinatura de um decreto presidencial de valorização e fomento a esta cultura avaliando como estas iniciativas contribuíram para a disseminação e preservação do Hip Hop culminando na proposta de construção do Museu Nacional da Cultura Hip Hop e a expectativa do reconhecimento da Cultura Hip Hop como Patrimônio Imaterial brasileiro.