Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Siqueira, Juliana Baldasso |
Orientador(a): |
Paulon, Simone Mainieri |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/252804
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Resumo: |
A presente dissertação dedica-se a pensar uma clínica com mulheres em situação de violência pelas lentes da filosofia trágica em articulação com a psicanálise. O trabalho justifica-se diante dos crescentes registros e denúncias de violências de gênero no Brasil, agravadas com a pandemia do SARS-CoV-2. Na última década, o país atingiu o vergonhoso 5º lugar no ranking mundial de feminicídios. A pesquisa se insere em um projeto maior de pesquisa-intervenção intitulado “Experiências Urbanas e Produção do Comum: Modos de Vida e Invenção das Cidades em Tempos de Intolerância", que investigou experiências coletivas com determinados modos de exclusão operantes na cidade e, no contraponto, na produção de um comum enquanto modo de resistência ao capitalismo contemporâneo. Ao longo de um ano e meio, um percurso metodológico cartográfico foi se delineando a partir de encontros sistemáticos com um grupo de escuta das acolhidas na Ocupação de Mulheres Mirabal, em Porto Alegre. A elaboração de diários de campo pelo grupo de pesquisadoras da cidade, em sua imersão junto às moradoras da Ocupação, foi uma das principais ferramentas que permitiu colocar as trajetórias das mulheres e as implicações das pesquisadoras em análise, a fim de contribuir para que mulheres cujas vidas são marcadas por violências reincidentes possam fazer certa travessia do que lhes causa aprisionamentos. |