Efeitos de longo prazo da visita familiar flexibilizada na UTI na saúde mental de familiares : resultado de 12 meses de um ensaio clínico randomizado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Souza, Jennifer Menna Barreto de
Orientador(a): Teixeira, Cassiano
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/283898
Resumo: Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos de visitas flexíveis em unidades de terapia intensiva (UTI) sobre a prevalência, em 1 ano, de sintomas de estresse pós-traumático, ansiedade e depressão entre os familiares de pacientes gravemente doentes. Métodos: Esta é uma análise de desfechos a longo prazo de um ensaio clínico randomizado, cruzado por cluster, que avaliou um modelo de visitação flexível na UTI (12 h/dia) comparado a um modelo de visitação restritiva (mediana de 1,5 h/dia) em 36 UTIs brasileiras. Nesta análise, os familiares foram avaliados 12 meses após a alta do paciente da UTI para os seguintes desfechos: sintomas de estresse pós-traumático medidos pela Escala de Impacto de Eventos-6, e sintomas de ansiedade e depressão medidos pela Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão. Resultados: Um total de 519 familiares foi analisado (288 no grupo de visitação flexível e 231 no grupo de visitação restritiva). Dentre eles, 369 (71,1%) eram mulheres e a média de idade foi de 46,6 anos. Comparados aos familiares do grupo de visitação restritiva, os familiares do grupo de visitação flexível apresentaram uma prevalência significativamente menor de sintomas de estresse pós-traumático (21% vs. 30,5%; razão de prevalência ajustada [RPA], 0,91; intervalo de confiança [IC] de 95% 0,85-0,98; p = 0,01). A prevalência de sintomas de ansiedade (28,9% vs. 33,2%; RPA 0,93; IC 95% 0,72-1,21; p = 0,59) e de depressão (19,2% vs. 25%; RPA, 0,78; IC 95% 0,60-1,02; p = 0,07) não diferiu significativamente entre os grupos. Conclusão: A visitação flexível na UTI, em comparação com a visitação restritiva, foi associada a uma redução significativa na prevalência de sintomas de estresse pós-traumático em familiares após 1 ano.