Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Cochlar, Tatiana Barbieri |
Orientador(a): |
Oliveira, Viviani Ruffo de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/287534
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Resumo: |
O crescente número de pessoas mundialmente preocupadas com as consequências a longo prazo do consumo de produtos de origem animal, os efeitos do seu consumo, associado ao impacto em alterações climáticas e ambientais, assim como, o uso elevado de recursos ambientais, como solo e água potável, tem motivado a busca por alimentos à base de plantas (plant-based). Como qualquer outra categoria, os ingredientes desses produtos requerem regulamentação, visando a segurança do consumo, a proteção do consumidor, com informações fidedignas dos produtos, redução da insegurança jurídica e a segurança do mercado, permitindo a demonstração de compliance e favorecendo uma competitividade justa pela definição de padrões mínimos de qualidade. Portanto, a pesquisa teve como objetivo verificar as regulamentações para os produtos análogos à carne nos grandes centros de consumo mundial. Foi realizada uma revisão narrativa de literatura, com caráter exploratório, com característica qualitativa e descritiva do conteúdo proposto. Para levantamento de dados foram acessados bases de pesquisa em artigos científicos e sites oficiais dos países membros do G20, para obtenção de documentos oficiais e pertinentes ao assunto. As proteínas vegetais estão em ascensão, no entanto, há uma lacuna quanto ao quesito regulatório. Somente o Canadá, China e Japão possuem legislações com parâmetros mínimos nutricionais para a elaboração destes produtos. Além disso, verificou-se que apesar de haver normas internacionais sobre esses alimentos, como o Codex Alimentarius e International Organization for Standardization, elas não apresentam recomendações completas para a formulação dos produtos, como limites mínimos e máximos de macro e micronutrientes, e uma indicação de nomenclatura padrão, para que os análogos à carne possam ser consumidos com segurança como substitutos aos alimentos de origem animal. Verificou-se, também, que a maioria dos países segue os padrões gerais de alimentos para as designações de rotulagem desses produtos e são heterogêneos quanto à permissão e proibição referente às nomenclaturas desses produtos designados aos derivados cárneos. Sendo assim, a ausência de recomendações internacionais homogêneas para os produtos à base de plantas pode levar a dificuldades na implementação de políticas eficazes. Com o intuito de preencher essa lacuna, o G20 poderia utilizar das reuniões entre os Estados-membros, para incentivar e solicitar respostas, a curto prazo, quanto às regulamentações destes produtos promissores para a sustentabilidade, bem como, ressaltar que as legislações preconizem a adequação da composição nutricional destes produtos, para que eles possam ser considerados substitutos aos alimentos de origem animal, sem arriscar a segurança dos alimentos para a população. Além disso, se poderia definir padrões globais de formulações, terminologias e rotulagem dos alimentos plant-based, para que o consumidor se sinta seguro ao optar por estes alimentos. |