Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Ferreira, Daiana Turra |
Orientador(a): |
Souza, Monica Vinhas de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/199058
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Resumo: |
INTRODUÇÃO: As leishmanioses são doenças infecto-parasitárias causadas por protozoários do gênero Leishmania. Estas são divididas em dois grupos: a leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral, tipo mais grave, pois é fatal na ausência de tratamento. Há poucos relatos científicos sobre a utilização dos medicamentos Antimoniato de Meglumina e Anfotericina B Lipossomal em crianças no Brasil. OBJETIVOS: Criar uma ferramenta “on-line’ para aprimorar a dispensação e gerenciamento dos medicamentos Antimoniato de Meglumina e Anfotericina B Lipossomal, utilizadas no tratamento da LV. Caracterizar o perfil de uso destes no tratamento da LV em crianças, incluindo RAMs. Descrever características sócio-demográficas e clínicas das crianças com LV internadas num hospital de referência. MÉTODOS: A ferramenta on-line foi construída em modelo do tipo ‘planilha’ pelo programa PHP (phpMyAdmin) e MySQL através de uma interface web. Um estudo restrospectivo dos casos pediátricos de 0 a 12 anos de idade com LV internados no HUMAP no período de 01/01/2014 a 31/12/2018, sendo coletados dados clínicos, laboratoriais e do tratamento destes. RESULTADOS: 58 pacientes com idade entre 4 meses a 10 anos, sendo 53,4% do sexo masculino internaram-se para tratar LV no período em questão. Destes 60,3% foram tratados com Antimoniato de Meglumina e 39,7% com Anfotericina B Lipossomal. O Antimoniato apresentou como RAM mais comum aumento de TGO e TGP (62,8%). Para a anfotericina B lipossomal foi hipopotassemia (27%). A apresentação clínica da LV teve como sintomas febre (100%), aumento do volume abdominal (89,7%), hepatomegalia (77,6%) e esplenomegalia (51,7%). Anemia, leucopenia, plaquetopenia, hipoalbuminemia foram muito frequentes. CONCLUSÃO: Foi possível desenvolver um Sistema “on-line” de gerenciamento de estoque e dispensação dos medicamentos usados no tratamento da LV disponíveis na Farmácia do HUMAP.O perfil sócio demográfico e os achados epidemiológicos das crianças com LV no MS se assemelham aos descritos na literatura. |