Modelos de valorização de empresas : estudo de caso em empresa supermercadista

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Boufet, Leonita dos Santos
Orientador(a): Kloeckner, Gilberto de Oliveira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/8408
Resumo: Nos últimos anos, com a aceleração da globalização, tem-se intensificado a atividade de análise e avaliação de investimentos. Dentre as diversas técnicas de mensuração de valor e risco, mereceu especial destaque as ferramentas de avaliação de empresas, em razão da significativa profusão de negociações de e entre empresas, que inclui grande número de fusões aquisições e parcerias. Em diferentes segmentos empresas privadas de capital fechado, passam a ser alvo de grandes companhias ou vislumbram vir a ser, o que traz a necessidade ao empresariado de saber qual o valor do seu negócio, qual o valor mínimo aceitável em uma negociação, seja de venda ou de compra de investimentos. Estas necessidades justificam a busca de ferramenta de valoração. Diante disto, este trabalho visa identificar, e discutir os principais aspectos relacionados à valoração de empresas. No levantamento bibliográfico foram identificados os principais modelos de valoração onde foram criticados, apontando limitações ou desvantagens; procurou-se identificar, dentre eles, o que se adaptaria para avaliar uma empresa de capital fechado dada a limitação de informações possíveis de serem levantadas na empresa, que fosse mais referendado pelos estudiosos e o mais utilizado neste momento. Optou-se então pelos modelos de Fluxo de Caixa Descontado (FCD) e Valor Econômico, comparando-os ao Valor Patrimonial Contábil. apresentando-se à empresa e acionistas um preço de referência para que possam iniciar negociações de compra ou venda de parte ou todo do negócio. No segmento supermercadista, nos últimos anos, houve grandes negociações, passando para um nível de concentração das 5 maiores redes de 61% do mercado nacional. No estudo de caso, realizado em uma empresa do ramo de supermercados, foi feito o levantamento dos dados históricos dos últimos 5 anos, e feitas as projeções para os próximos seis exercícios, sendo calculados ou estimados, também: o beta do setor, o ROIC, o WACC, o CAPM, o Capital Operacional Investido, o Spread e a composição do capital atual. Após aplicação das premissas e cálculo do período de projeção, foi calculado o valor da perpetuidade, adicionando-o aos dois modelos de avaliação, e com isso chegou-se a um mesmo valor de valoração da empresa, que confirmaram as afirmações encontradas na bibliografia. Após comparou-se o resultado da avaliação pelo FCD e pelo Valor Econômico com o valor Patrimonial Contábil sem ajustes, apresentando assim para a empresa uma ferramenta para avaliações ou projeções de cenários e a discrepância entre os valores contábeis e econômicos da empresa.