Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Falcetta, Mariana Rangel Ribeiro |
Orientador(a): |
Bauer, Andrea Carla |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/235002
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Resumo: |
Introdução e Justificativa: A desidratação aguda no indivíduo idoso é uma condição clínica bastante conhecida. Situações que levam a estados de desidratação crônica nas pessoas idosas podem ser bastante frequentes, no entanto, são pouco estudadas. As alterações metabólicas na homeostase da água corporal podem influenciar e propiciar estados de desidratação crônica, através da reduzida sensibilidade à sede, ao hormônio antidiurético e incapacidade renal de concentrar a urina. A presença de doenças crônicas como diabetes melito e uso de polifarmácia também podem predispor estados de desidratação crônica e esta condição pode promover a perda de função renal em idosos, associados com fenômenos naturais da idade. Entender se o aumento da ingestão hídrica pode melhorar a função renal na população idosa é de grande valia, visto tratar-se de uma intervenção simples e barata e, se confirmada, passível de ser levada às instituições ou promovida por familiares e cuidadores dedicados a indivíduos idosos. Objetivos: Avaliar o efeito da ingestão hídrica calculada (por quilograma de peso do paciente) sobre o estado de hidratação e função renal em uma população de indivíduos idosos. Delineamento: Ensaio Clínico Randomizado em paralelo e aberto. Material e Métodos: Participantes com ≥ 65 anos provenientes do ambulatório de medicina interna do HCPA foram randomizados para receber ou não orientações para uma ingestão hídrica calculada (30 mL/kg peso por dia). Após um período de 14 dias foram reavaliados para as mesmas condições e testes laboratoriais (creatinina, uréia, sódio, cistatina C e osmolaridade séricos e também osmolaridade urinária, sódio, creatinina urinários e volume de urina em 24-horas). Bioimpedância também foi realizada nos dois momentos. Além disso, os pacientes também serão avaliados com o instrumento Mini Mental State Examination na primeira consulta e após a intervenção. Resultados: A taxa de filtração glomerular estimada pela equação CKD-EPI 2009 não mostrou diferença na variação entre o grupo controle (GC) e o grupo intervenção (GI) (-0,68 [DP 11,55] vs 0,15 [DP 7,25] mL/min/1.73 m² p 0.282, respectivamente), e teve o mesmo comportamento com a equação MDRD (-1.33 [SD 10.87] vs 1.42 [SD 10.16] mL/kg/1.73m², p 0.346), equação BIS 1 (-1.0 [SD 7.41 ] vs 1.19 [SD 6.91] mL/kg/1.73m², p 0.392). Nas fórmulas com cistatina, CKD-EPIcistatina, CKD-EPI-creatinina-cistatina e BIS 2, a taxa de filtração glomerular foi semelhante. A creatinina sérica, frequentemente usada como substituta da função renal, variou no GC de 1.01 (DP 0.32) a 1.07 (DP 0.46), p 0.43, após duas semanas, 10 enquanto no GI variou de 0.94 mg/dL (DP 0.28) a 0.93 mg/dL (DP 0.24), p 0.16 (entre os grupos) e p 0.43 (tempo). Os demais exames laboratoriais não diferiram entre os grupos durante o intervalo. Conclusão: A orientação para aumentar a ingestão hídrica oral pela fórmula de 30 mL/kg/dia, apesar de segura, não trouxe benefícios na função renal na população idosa. |