Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Silva, Luciana Pereira da |
Orientador(a): |
Dal Pai, Daiane |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/284769
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Resumo: |
Introdução: a imunização foi a estratégia mais eficaz no controle da COVID-19. A adesão dos trabalhadores de saúde à vacinação no período pandêmico foi fundamental para a manutenção da linha de frente durante a maior crise sanitária brasileira. Além disso, os efeitos dos diferentes tipos de vacinação disponíveis também puderam ser experimentados em primeira mão por esses trabalhadores, o que reforça seu lugar de destaque no enfrentamento da pandemia e de todas as suas contingências. Objetivo: Identificar a adesão à imunização e prevalência dos eventos adversos decorrentes da vacinação contra a COVID-19 entre os trabalhadores de um Hospital Universitário e a associação com os imunizantes e as doses utilizadas no esquema vacinal. Método: Estudo longitudinal de incidência documental com dados de 5.437 trabalhadores de saúde com esquema vacinal contra o SARS-COV-2 no período entre janeiro/2021 a dezembro/2023 no Serviço de Medicina Ocupacional de um Hospital Universitário do sul do país. Os dados foram extraídos de planilhas institucionais com os dados da vacinação e submetidos ao teste de qui-quadrado de Pearson para verificar a relevância estatística das associações entre cada tipo de vacina e os eventos adversos pós-vacinação apresentados. Os intervalos de confiança foram calculados considerando nível de confiança de 95%, pelo método de Fisher. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição. Para subsidiar a análise longitudinal de incidência, também foi realizada uma revisão sistemática da literatura nas bases de dados PubMed, LiLacs, Embase, SciELO, a fim de identificar os fatores relacionados à adesão dos trabalhadores de saúde à campanha de vacinação contra a COVID-19 em publicações científicas. Resultado: A revisão da literatura evidenciou que as taxas de adesão variaram de 21% e 95%. As preocupações com segurança e eficácia, desinformação e questões logísticas foram identificadas como principais motivadores para a não adesão vacinal entre os profissionais de saúde. Na análise longitudinal de incidência encontrou-se uma adesão de 92,71% dos trabalhadores do hospital universitário na 1º dose, decaindo para 58,55% na 4º dose, predominaram as mulheres, de faixa etária entre 41 a 49 anos. Os enfermeiros e técnicos de enfermagem apresentaram mais eventos adversos como mal-estar, fadiga, mialgia e cefaleia após a vacinação (p <0,05). Os resultados indicam uma diferença estatisticamente significativa entre os imunizantes em relação aos eventos adversos pós-vacinação (p < 0,001). Conclusão: Os achados apontam para a importância de estratégias de comunicação e educação, para promover uma maior confiança no seguimento das diferentes doses preconizadas, bem como a divulgação das baixas prevalência de eventos adversos pós-vacinação. |