Ensino de língua e linguagem : o Enem e os referenciais curriculares como efeitos dos estudos linguísticos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Barros, Simone de Lima Silveira
Orientador(a): Flores, Valdir do Nascimento
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/156356
Resumo: Pesquisas em Linguística dedicadas ao ensino de língua materna têm contribuído, nas últimas décadas, no Brasil, para a reformulação de concepções de linguagem e para a alteração de práticas pedagógicas dissonantes das expectativas de professores e alunos. Em nosso trabalho, objetivamos investigar como tal contribuição teórica se materializa em ações políticas para a educação. Partimos, assim, da hipótese de que tanto os Parâmetros Curriculares Nacionais de Ensino Médio quanto o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) são efeitos do desenvolvimento dos estudos linguísticos, uma vez que, concernente ao ensino de língua portuguesa, fundamentam-se em teorias dos estudos da linguagem. Para viabilizar o necessário exame do que ora conjecturamos, definimos como objetivos específicos desta pesquisa: a) identificar que concepções de língua e linguagem comparecem nos parâmetros curriculares do ensino médio; b) analisar como diferentes perspectivas linguísticas se conjugam nos documentos oficiais, bem como nas matrizes de referência e em questões objetivas de Língua Portuguesa do Enem; c) examinar que conceitos de língua e linguagem presentes nos documentos oficiais estão subjacentes aos itens do Enem selecionados como corpus desta pesquisa e às suas matrizes de referência Para tanto, nosso percurso tem início na leitura de documentos parametrizadores do Ensino Básico, em âmbito nacional. Como aporte teórico, elegemos estudos de pesquisadores brasileiros que concebem língua/linguagem como forma/lugar de interação, sendo eles Carlos Franchi, Celso Pedro Luft, João Wanderley Geraldi, Ingedore Villaça Koch e Luiz Carlos Travaglia. Nosso segundo movimento analítico enfoca exame qualitativo de questões de múltipla escolha do Enem, selecionadas de duas edições (2004 e 2012), bem como de suas matrizes de referência. Nesta etapa, respondemos a questões norteadoras que nos permitem empreender a análise. Dos resultados obtidos, verificamos que os parâmetros curriculares e os itens do Enem analisados, assim como suas matrizes de referência, confirmam a concepção de língua/linguagem defendida pelos estudiosos brasileiros – como forma de interação, o que nos permite ratificá-los como efeitos do desenvolvimento dos estudos linguísticos dedicados ao ensino de língua materna.