Fatores associados à ocorrência de aleitamento materno em crianças menores de 1 ano do município de Porto Alegre

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Silva, Gabriela Niches da
Orientador(a): Bairros, Fernanda Souza de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/239278
Resumo: Introdução: O aleitamento materno (AM) constitui a maior e mais econômica intervenção para redução da morbimortalidade infantil. A análise dos indicadores de AM e de seus determinantes é fundamental para o monitoramento e planejamento de ações e de políticas públicas de saúde voltadas à infância. Objetivo: Analisar a prevalência e os fatores associados à ocorrência de AM em crianças menores de 1 ano acompanhadas na atenção básica do município de Porto Alegre em 2018. Metodologia: Estudo epidemiológico analítico com dados secundários e duas fases: (1) estudo transversal com informações de crianças menores de 1 ano acompanhadas na atenção básica do município de Porto Alegre e (2) estudo ecológico com as prevalências de AM segundo o índice de vulnerabilidade dos territórios. Foram incluídas crianças com questionário de marcadores de consumo alimentar preenchido em 2018 e coletadas informações relativas à elas e às mães. Os desfechos foram AM exclusivo (AME) em menores de 6 meses e AM continuado em crianças de 6 a 12 meses. No transversal, foram realizados teste qui-quadrado de Pearson e teste t para amostras independentes, seguidos pela análise multivariada por regressão de Poisson com variância robusta. No ecológico, a associação dos desfechos com a vulnerabilidade foi realizada por meio da correlação de Spearman. Foi considerado nível de significância de 5% para todas análises. Resultados: A amostra foi composta por 2.116 crianças, sendo 1.253 menores de 6 meses e 863 entre 6 e 12 meses, provenientes de 57% (n=73) das 128 unidades de saúde elegíveis do município. As prevalências de AME e AM continuado foram 62% (n=776) e 64,5% (n=555), respectivamente. A média de idade das crianças em AM era de 2 ± 1,6 meses para exclusivo, e de 9 ± 1,8 meses para continuado. Menores prevalências de AME foram associadas ao parto cesáreo (RP=0,87, IC95%: 0,78-0,96) e de AM continuado ao baixo peso ao nascer (RP=0,63, IC95%: 0,44-0,903). A cada dia de vida da criança houve redução de 0,6% na prevalência de AME (RP=0,994, IC95%:0,993-0,995) e de 0,1% na prevalência de AM continuado (RP=0,999, IC95%: 0,998-1,000), indicando uma redução de 18% e 3% ao mês para cada desfecho, respectivamente. As correlações entre o AME e o AM continuado em relação ao índice de vulnerabilidade dos distritos sanitários foram positivas e fracas (ρ<0,3), mas não significativas (p>0,05). Conclusão: Menores prevalências de ambos os desfechos foram observadas em crianças com mais idade e foram associadas às condições de nascimento: o AME ao parto cesárea e o AM continuado ao baixo peso ao nascer. As políticas de promoção de AM, de assistência pré-natal e de boas práticas de atenção ao parto e ao nascimento devem ser fortalecidas no município para que os indicadores continuem evoluindo.