Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Souto, Lúcia Helena Donini |
Orientador(a): |
Riquinho, Deise Lisboa |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/284772
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Resumo: |
Introdução: As regiões rurais foram locais em que se teve aumento dos casos e óbitos por COVID-19, decorrentes de diversos desafios devido aos poucos recursos em saúde e a dificuldades de acesso aos centros urbanos. Objetivo: compreender as práticas em saúde para o enfrentamento da COVID-19 em dois municípios rurais com diferentes taxas de mortalidade pela doença no estado do Rio Grande do Sul. Métodos: Pesquisa qualitativa, do tipo estudo de caso, realizada com profissionais da Atenção Primária à Saúde e atores-chave de dois municípios rurais (A e B) do Rio Grande do Sul, totalizando 20 participantes. A coleta de dados foi feita por meio de entrevistas semiestruturadas, informações documentais e registros em arquivos. As entrevistas foram submetidas à análise de conteúdo. Com vistas à triangulação dos dados utilizou-se a análise narrativa. A pesquisa foi submetida e aprovada em Comitê de Ética em Pesquisa sob o n° CAEE 31545920.2.0000.5327. Resultados: As taxas de mortalidade acumulativa pela COVID-19 por 100 mil habitantes, foram de 661 e zero, no município A e B, respectivamente, no período de 2020 a 2021. No município A, a faixa-etária da população era heterogênea, sendo que a maioria da população trabalhava em frigoríficos de municípios vizinhos, além de apresentarem importante vulnerabilidade social e forte violência política. No município B, a faixa-etária predominante eram idosos com 60 anos ou mais, sendo a principal fonte de renda a agricultura familiar. Foi relatado histórico de bons indicadores de saúde, mesmo antes do surgimento da pandemia, mostrando uma organização prévia do serviço. Em relação às práticas em saúde, observou-se que ambas as equipes da APS apresentaram uma reorganização dos fluxos de atendimento à população, monitorização dos pacientes, mudanças nas salas para diminuição da transmissão entre profissionais de saúde, aquisição de materiais e equipamentos necessários para o período. Houve algumas diferenças em relação ao uso de medicações, como o “Kit Covid” pela equipe do município A. Considerações finais: sses fatores podiam ser preditores no aumento da taxa de mortalidade por COVID-19 no município A. Portanto, podem-se compreender as práticas em saúde para o enfrentamento da doença considerando-se as diferentes taxas de mortalidade nos dois municípios em questão. Tais práticas constituem-se da interação entre dispositivos de saúde, gestores, profissionais e população. |