A comunicação sinequista de Charles S. Peirce e a comunidade de investigadores do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Cunha, João Fabricio Flores da
Orientador(a): Silva, Alexandre Rocha da, Leites, Bruno Bueno Pinto
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/285288
Resumo: Esta tese propõe uma configuração da comunicação como continuidade, a partir do pensamento do filósofo estadunidense Charles S. Peirce (1839-1914). Nossa problematização de pesquisa envolve o descompasso entre o conhecimento científico sobre os efeitos das mudanças climáticas e a falta de ação para reverter essa tendência, que é tratado nesta tese desde uma perspectiva comunicacional, e em termos peirceanos. O objetivo geral é o de configurar a comunicação sinequista a partir da sistematização de seus parâmetros e realizar uma análise crítica das expressões desses parâmetros no sexto relatório de avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). Nossa investigação parte de um centramento do sinequismo no pensamento de Peirce, o qual foi proposto pelo próprio autor. Compreendemos o sinequismo (doutrina da continuidade) a partir de sua articulação com o tiquismo, conceito peirceano que se refere ao acaso. Mapeamos e sistematizamos as expressões do sinequismo na obra de Peirce e buscamos mostrar como a continuidade é essencial para compreendermos dimensões fundamentais de seu pensamento, como semiose, pragmaticismo e falibilismo. A partir da ideia de que “toda comunicação de mente para mente se dá através da continuidade do ser” (CP 7.572), operamos a configuração da comunicação sinequista. Propomos seis parâmetros dessa comunicação, os quais são induzidos do sinequismo: o consenso da comunidade; a interdependência entre as dimensões da comunicação; a indeterminação; o hábito, compreendido como finalidade da comunicação; a afetabilidade; e o amor evolucionário orientado para o futuro. Ao fazer uma reflexão crítica da política em termos peirceanos, buscamos a efetivação de uma passagem entre uma política que denominamos pragmática para uma compreendida na perspectiva do pragmaticismo. Argumentamos que a política peirceana requer uma comunidade de investigadores para se efetivar. Nesse sentido, analisamos o relatório do IPCC, que compreendemos como expressão de um consenso científico de uma comunidade de investigadores. Nas considerações finais, caracterizamos, a partir do percurso de pesquisa descrito, o que denominamos como a prisão da secundidade.