Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2009 |
Autor(a) principal: |
Hespanha, Caroline Koehler |
Orientador(a): |
Mengue, Sotero Serrate |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/61780
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Resumo: |
Objetivos: Identificar características da adesão do paciente idoso para que cumpra o tratamento com medicamentos através da construção de uma nova escala. Comparar a escala Morisky, outras escalas e a elaboração de uma nova escala de adesão com variáveis: sexo, idade, saber ler e escrever, freqüentar grupo de idosos, renda, consultas, especialistas, consultas de emergência e internações hospitalares; Analisar se a qualidade de vida interfere nessas variáveis e verificar se a qualidade de vida interfere nas escalas de adesão em estudo. Método: a pesquisa consiste em um estudo transversal, constituindo-se na aplicação de 245 questionários em idosos de Porto Alegre e Bagé. Resultados: do questionário aplicado foram selecionados objetivos para elucidar a adesão: conhecimento dos medicamentos, lembrança do regime terapêutico, apoio para melhoria da adesão e acesso aos serviços de saúde e aos medicamentos. Esses objetivos compõem as escalas Morisky, Adesão 1, Adesão 2 e Hespanha categorizada. Ao se comparar essas escalas com fatores sociodemográficos e as variáveis em questão há significativa associação da escala Adesão 1 com as pessoas que: sabem ler e escrever (p= 0,006), vão a consultas médicas (p= 0,000) e consultas com especialistas (p= 0,020). Ao comparar a escala Morisky com a escala Hespanha categorizada as pessoas que aderem mais são aquelas que consultam, Morisky (n= 164) e Hespanha categorizada (n= 124) e que procuram especialistas, Morisky (n= 177) e Hespanha categorizada (n= 136). Quanto à qualidade de vida, há diferença significativa no domínio global para sexo (p= 0,016), saber ler e escrever (p= 0,002) e consultas de emergência (p= 0,000). Para o domínio físico há diferença significativa em sexo (p= 0,035), saber ler e escrever (p= 0,038) e consultas de emergência (p= 0,007). Para o domínio psicológico há diferença significativa em saber ler e escrever (p= 0,008). Para o domínio meio ambiente, há diferença significativa em saber ler e escrever (p= 0,000), consultas com especialistas (p= 0,047) e consultas de emergência (p= 0,010). Na qualidade de vida comparada às escalas, a adesão foi significativa na escala Adesão 2 para o domínios: global, físico, psicológico e meio ambiente (todos com p= 0,000), e para o domínio relações sociais (p= 0,009). E na escala Hespanha categorizada a adesão foi significativa para o domínio meio ambiente (p= 0,004). Conclusões: os objetivos relacionados afetam a adesão ao tratamento com medicamentos em idosos. Por isso, houve a elaboração da escala Hespanha categorizada. Observa-se que há uma grande relevância quando se trata de saber ler e escrever que pode estar relacionada a questão do letramento em saúde (health literacy). Assim, a compreensão correta das prescrições médicas e uma boa relação médico-paciente fazem com que o indivíduo entenda o porquê de seu seguimento terapêutico. A melhoria da qualidade de vida está pautada principalmente por fatores sociais e ambientais que sustentam os demais domínios. Comprova-se que os fatores de apoio (relações sociais, parentes, amigos) ao idoso melhoram sua qualidade de vida. |