Investigação de desigualdades assistenciais às gestantes e crianças negras expostas ao HIV em Porto Alegre

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Oliveira, Claudia Rodrigues de
Orientador(a): Teixeira, Luciana Barcellos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/284805
Resumo: Objetivo: Investigar desigualdades assistenciais às gestantes e crianças negras expostas ao HIV. Metodologia: Estudo de coorte histórica em Porto Alegre, de 2000 a 2017. Foram extraídos dados sociodemográficos, de saúde e assistenciais do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN). O acompanhamento ocorreu da notificação da gestante com HIV até o encerramento do caso de criança exposta ao HIV. Comparações foram realizadas por meio do teste de homogeneidade de proporções baseado na estatística de qui-quadrado de Pearson ou Fischer. Resultados: Um total de 7.057 gestantes com HIV participaram do estudo, 42,1% eram mulheres negras. Houve diferença de proporções para variáveis demográficas e assistenciais. Das mulheres negras, 69,3% tinham até 8 anos de estudo, 9,4% eram usuárias de drogas injetáveis e 16,8% não realizaram o pré-natal. Quanto ao uso de TARV no pré-natal e durante o parto, as mulheres negras apresentaram um menor percentual de uso da medicação, sendo 49,4% e 84,3%, respectivamente. Em relação às crianças expostas ao HIV na população negra, 27% das crianças foram consideradas perda de seguimento, 5,5% foram diagnosticadas com HIV após os 24 meses de vida, e 3,1% vieram a óbito. Considerações finais: As disparidades assistenciais sinalizam o contexto de vulnerabilidade programática nos quais as gestantes e crianças negras expostas ao HIV estão inseridas. O racismo é uma barreira ao acesso aos serviços preventivos para a saúde das mulheres negras. As políticas públicas precisam melhorar as questões assistenciais no enfrentamento do HIV, fortalecendo a saúde da população negra.