Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Stedile, Fernanda Daros |
Orientador(a): |
Gnatta, Diego |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/278763
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Resumo: |
A adesão à terapia antirretroviral durante a gestação é crucial para diminuir o risco de transmissão vertical. Além disso, a qualidade de vida dessas gestantes é fundamental para assegurar uma gravidez saudável e o bem-estar da mãe e do bebê. O objetivo deste trabalho foi avaliar a adesão ao tratamento antirretroviral e qualidade de vida de gestantes vivendo com HIV. Realizou-se um estudo transversal, entre abril e outubro de 2022, com gestantes acompanhadas em ambulatório de pré-natal de alto risco no sul do Brasil. As participantes foram submetidas a três questionários: dados sociodemográficos, clínicos e de conhecimento do tratamento, avaliação da adesão ao tratamento - CEAT-VIH e avaliação da qualidade de vida - WHOQOL-HIV Bref. Quarenta e uma gestantes participaram do estudo. Os resultados revelaram que a amostra analisada compreendeu uma população vulnerável, com predominância de pele preta (43,9%), baixa escolaridade (65,9%) e baixa renda (92,7%). A adesão ao tratamento variou conforme o método utilizado, sendo: aferição da carga viral (78,0%), frequência da retirada do medicamento na farmácia (31,7%) e aplicação da escala CEAT-VIH (29,3%). Entre os facilitadores de adesão ao tratamento identificados estão a motivação pessoal (31,3%) e o horário fixo de tomada do medicamento (29,3%) e entre os dificultadores estão o acesso ao tratamento antirretroviral (31,1%) e a motivação pessoal (18,0%). A avaliação da qualidade de vida das gestantes revela que, apesar dos desafios enfrentados, como indicado pelos domínios classificados como intermediários, essas mulheres ainda têm uma percepção positiva de sua saúde e qualidade de vida, conforme demonstrado pela autoavaliação. O estudo destaca a preocupante falta de adesão ao tratamento entre gestantes e enfatiza a importância de utilizar múltiplos métodos para monitorar a adesão na prática clínica, bem como identificar precocemente no pré-natal fatores que dificultam a adesão e diminuem a qualidade de vida destas gestantes. |