Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Carvalho, Gabriel |
Orientador(a): |
Stein, Ricardo |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/283960
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Resumo: |
Introdução: O transplante cardíaco (TxC) é uma intervenção indicada para pacientes com insuficiência cardíaca avançada ou doença cardíaca terminal com intuito de restaurar a função contrátil cardíaca e, assim, melhorar a capacidade funcional e a qualidade de vida do paciente. Por sua vez, a reabilitação cardíaca pode ser uma estratégia relevante em proporcionar uma melhora na capacidade funcional avaliada através do teste cardiopulmonar de exercício (TCPE) após TxC. Objetivo: Investigar a eficácia de um programa de reabilitação cardíaca precoce (RP) na capacidade funcional em pacientes recentemente transplantados. Métodos: Foi realizado um estudo comparativo retrospectivo envolvendo pacientes pós-TxC alocados em dois grupos: (1) RC, com duração de 16 semanas, realizado duas vezes por semana, com início do programa menos de 147 dias após a cirurgia; e (2) grupo controle (GC), sem qualquer tipo de intervenção. Não foi definido um intervalo para a inclusão dos pacientes. O TCPE foi realizado em três momentos diferentes: pré-TxC (Tempo 01), pós-TxC recente (Tempo 02) e pós-RC ou pós-acompanhamento para o GC (Tempo 03). Para a análise estatística, foram utilizadas as Equações de Estimação Generalizada, com efeitos do Grupo, do Tempo e da interação Grupo*Tempo. O nível de significância selecionado foi de α ≤ 0,05. Os principais resultados foram apresentados como média ± erro padrão com intervalos de confiança de 95% (IC 95%). Resultados: Foram incluídos 29 participantes, com idade média de 47± 16 anos para o grupo RC (n=18) e 49 ± 13 anos para o GC (n=11) (P = 0,81). Não foram encontradas diferenças entre os grupos em relação ao sexo (11 homens RC e 9 homens no GC). O tempo médio para iniciar a RC foi de 62 ± 10dias (mínimo: 21; máximo: 147). Após 16 semanas, houve um aumento mais pronunciado no consumo máximo de oxigênio (VO₂pico) para o grupo RC (diferença média (DM): 5,54 ± 0,84; IC 95%: 3,53 a 7,56 mL.kg-1min-1; P < 0,01). No entanto, houve uma diferença na comparação entre o tempo 01 e o tempo 03 (pré-TxC e após reabilitação) para o grupo RC (DM: 7,34 ± 1,13; IC 95%: 4,62 a 10,06 mL.kg-1min-1; P < 0,01). Além disso, é importante destacar a moderada, negativa e significativa correlaçao entre o tempo para iniciar a reabilitação (em dias) e o aumento do VO₂pico (R = –0,57; P = 0,01). Conclusão: O programa de treinamento físico iniciado precocemente após o TxC evidenciou melhora significativa na capacidade funcional de pacientes pós-TxC, ressaltando sua importância como intervenção terapêutica nesse contexto. |