Avaliação do efeito da gabapentina sobre a frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial e parâmetros ecocardiográficos em felinos saudáveis

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Veronezi, Tayná Mayer
Orientador(a): Costa, Fernanda Vieira Amorim da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/239174
Resumo: O transporte de gatos para diferentes locais, incluindo hospitais veterinários, representa uma das principais causas de estresse e suas complicações nesta espécie. As principais manifestações de medo ou estresse se caracterizam por alterações comportamentais e fisiológicas, como aumentos significativos da pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória. Essas alterações além de comprometerem a saúde e bem-estar do paciente, dificultam a execução e interpretação de exames de rotina como parâmetros fisiológicos e ecocardiográficos específicos. A gabapentina tem sido utilizada com o objetivo de tentar reduzir as manifestações de medo, ansiedade e estresse em felinos em diferentes contextos. O medicamento é usado clinicamente em gatos e outras espécies para diversos fins terapêuticos, incluindo o tratamento da dor crônica e da epilepsia. Os efeitos ansiolíticos da gabapentina na redução dos sinais de ansiedade já foram relatados em humanos e, recentemente, em gatos. Com a redução do medo e do estresse, é esperado que o gato se torne menos reativo e permita que exames clínicos de rotina sejam realizados com maior segurança. Atualmente, a maioria dos produtos farmacológicos que causam sedação e tranquilização como forma de amenizar os sinais de ansiedade e estresse em gatos também tendem a impactar de forma importante o sistema cardiovascular e, consequentemente, repercutem hemodinamicamente. O objetivo geral deste trabalho é avaliar o efeito da administração de uma dose única de gabapentina, antes da visita veterinária, nos parâmetros fisiológicos, como pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória e nos parâmetros ecocardiográficos convencionais do ventrículo esquerdo. O estudo é caracterizado por ser prospectivo, randomizado e duplo-cego. No presente estudo foi possível avaliar se uma dose única de 100 mg de gabapentina administrada 90 minutos antes da avaliação clínica influencia de forma significativa na hemodinâmica cardiovascular de gatos saudáveis. Não houve diferença clinicamente relevante nas avaliações da PAS, FC, FR e nas medidas ecocardiográficas entre os grupos. A gabapentina melhorou a avaliação da função diastólica, pois contribuiu para que as ondas de enchimento ventricular não se fusionassem durante a avaliação da função diastólica do VE no ecocardiograma. A gabapentina não causou efeitos adversos significativos na hemodinâmica cardiovascular de gatos saudáveis.