Instruções como estratégia artística para instigar experiências participativas : faça-você-mesmo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Jesus, Guilherme Leon Berno de
Orientador(a): Silveira, Paulo Antonio de Menezes Pereira da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/287635
Resumo: Esta pesquisa busca analisar a dimensão faça-você-mesmo em trabalhos de arte contemporânea, sobretudo de caráter participativo e com influência da Arte Conceitual. A dimensão analisada manifesta-se por meio de um convite para o público realizar algo, adotando um papel de criação dentro do processo artístico, mas não, necessariamente, de autoria. Aponta-se a importância de que a participação da audiência seja de caráter físico, e não apenas mental. Propõe-se que a dimensão faça-você-mesmo produz o que é chamado de experiência de presença, uma situação de intensificação da relação dos participantes consigo mesmos e com seu entorno, resultando em uma modificação da sua forma de estar no mundo. Este trabalho realiza três estudos de caso, apoiados por entrevistas, para desenvolver a análise proposta: o projeto No Coração da Agulha (2013-), coordenado pela artista e professora Ana Flávia Baldisserotto; o trabalho Relaxamento Afro (2018-), criado pela artista e diretora teatral Silvana Rodrigues; e trabalhos da trajetória do artista Elias Maroso, com ênfase em FM Bug (2021) e Ok/Cancel (2020). Para embasar a pesquisa, são referenciados textos dos autores Anna Dezeuze, Hans Ulrich Gumbrecht, John Dewey, Martin Jay, Sherri Irvin, Claire Bishop, Allan Kaprow, entre outros. Para refletir sobre a manifestação da dimensão faça-você-mesmo em trabalhos de arte, são analisadas obras do Fluxus, de Yoko Ono, de Lygia Clark, de Lygia Pape, de David Medalla, entre outros.