Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Trepte, Renata Flores |
Orientador(a): |
Silva, Rosane Azevedo Neves da |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/280729
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Resumo: |
Este é um trabalho que reencontra na Esquizoanálise uma máquina anticolonial. De O Anti-Édipo, a tese extrai a leitura do triângulo edipiano como signo da metafísica ocidental, que designaria não uma estrutura comum, mas a colonização do inconsciente pela axiomática capitalista e sua inscrição sobre fluxos do desejo. Dessa mesma obra a tese recolhe pistas para a tarefa analítica de pensar o desejo em termos políticos. Numa reencenação crítica do triângulo edipiano, o texto recorre a Lélia Gonzalez e a Mário de Andrade como perturbadores da neurose cultural brasileira, mostrando a imbricação entre colonialidade e racialização e viabilizando a concepção de um inconsciente maquínico, aberto aos ventos da história e às forças do socius. Um assombro diante da experiência esquizoanalítica no Brasil anima e movimenta a escrita da tese, que passa a pensar a terra em termos de geofilosofia e a indagar o país que resulta do encontro entre o antropófago e o esquizo. Embrenha-se em um Brasil-meio, que a esquizoanálise encontra ou inventa para se reterritorializar como numa anticolônia que resiste à edipianização. Na medida em que envolve o mapeamento de novos territórios existenciais, a tarefa de operar esquizoanaliticamente culmina no problema do ritmo, enquanto diferença constitutiva do ritornelo. Considerando a ruptura como o que capacita um ritornelo a fazer um território donde disparar em ressonância com outros meios, a tese coleciona rupturas que dialogam com o corte esquizo. No samba, encontra a síncopa: irrupção de um ritmo quebrado, necessariamente inusitado, conceito de corte que permite a subversão de uma lógica do inconsciente ancorada na castração. Elabora-se, assim, uma coletânea de rupturas criadoras: o pretuguês, a antropofagia, a Tropicália, o samba, a síncopa. Uma brasiliana de linhas de fuga da colonialidade. |