Estrutura e dinâmica de florestas no continente americano

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Bordin, Kauane Maiara
Orientador(a): Müller, Sandra Cristina
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/267020
Resumo: Ecossistemas florestais representam a maior parte da estocagem e sumidouro de carbono do planeta. Infelizmente, estas florestas vêm sofrendo uma drástica redução em área, dada especialmente pelo avanço do desmatamento e outros distúrbios antrópicos. Assim, é necessário conhecer o potencial das florestas de outras regiões para além dos trópicos na estocagem de carbono, capacidade de sumidouro de carbono, e consequente contribuição para mitigar emissões globais de CO2. Esta tese abordará o papel das florestas subtropicais do sul do Brasil com este enfoque. Além disso, tendo em vista a importância dos elementos estruturais da comunidade sobre a dinâmica de espécies, também avaliaremos relações de trade-off entre crescimento e mortalidade e como atributos funcionais influenciam o desempenho de espécies temperadas nos Estados Unidos da América. Desta forma, esta tese pode ser compreendida como uma avalição geral de acerca da estrutura e dinâmica de florestas ao longo do continente americano. A tese está organizada em três capítulos, cujos objetivos principais são: (1) Determinar os estoques de biomassa e os drivers desses estoques em florestas subtropicais no sul da América; (2) Determinar o balanço líquido de carbono em florestas subtropicais na Mata Atlântica Brasileira, bem como as relações desse balanço com a biodiversidade arbórea; e (3) Determinar a probabilidade anual de morte de espécies temperadas em crescimento zero, além das relações de trade-off entre crescimento e mortalidade, e o efeito preditivo de atributos funcionais sobre a probabilidade anual de morte dessas espécies. Encontramos que (1) as florestas subtropicais têm uma alta capacidade de estocar biomassa (246,5 Mg/ha), e esses estoques são influenciados positivamente pela proporção de árvores grandes e negativamente pela variação anual de temperatura; (2) observamos que o balanço líquido de carbono é positivo (indicando que estas florestas atuam como sumidouro de carbono), porém esse sumidouro não é relacionado a métricas de biodiversidade; e (3) estimamos a probabilidade de morte para 71 espécies temperadas, as quais demonstraram uma fraca relação de trade-off entre crescimento e mortalidade, porém a probabilidade de morte foi positivamente relacionada ao nitrogênio foliar. Esta tese avaliou diferentes processos associados à dinâmica de florestas, abrangendo desde a espacialização e dinâmica de carbono em florestas subtropicais, bem como seus determinantes, até a estimativa da probabilidade de mortalidade de espécies temperadas em crescimento zero, refletindo suas tolerâncias à ausência de recursos. Estas avaliações só foram possíveis devido à avaliação temporal dos indivíduos que compõem essas comunidades. Deste modo, a manutenção de parcelas permanentes é crucial para que estudos de dinâmica de florestas sejam conduzidos, especialmente diante de mudanças no clima onde não sabemos como estas florestas irão reagir.