Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Campos Junior, Flávio Milton de |
Orientador(a): |
Macedo, Elizeu Coutinho de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/28638
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Resumo: |
Resiliência é a capacidade que o ser humano tem para desenvolver habilidades de enfrentamento, recuperação e adaptação para confrontar situações adversas, estressoras e/ou traumáticas. Tais habilidades são desenvolvidas ao longo da vida num processo complexo de interação entre a adversidade, a resiliência desenvolvida até o momento do confronto e o nível de vulnerabilidade para a adversidade enfrentada. A crise provocada pela pandemia de COVID-19 pode representar um fator de risco importante por ser um momento estressante para muitos adolescentes que tiveram suas rotinas e vidas afetadas com as medidas de contenção da doença. Este estudo teve por objetivo avaliar os níveis de sintomatologia depressiva, resiliência e satisfação de vida de adolescentes em dois momentos diferentes durante a pandemia de COVID-19. Foram avaliados 278 adolescentes de 14 a 17 anos, de uma escola particular de classe média alta de São Paulo: 178 adolescentes em maio de 2020 (Grupo G20) e 84 em maio de 2021 (Grupo G21). Foram aplicadas as versões online do Inventário de Depressão Infantil (CDI), da Escala de Resiliência para Crianças e Adolescentes (ERCA) e a Escala multidimensional de Satisfação de Vida para Adolescentes (EMSVA). Os resultados mostram não haver diferença significativa entre os dois grupos para a sintomatologia depressiva, ainda que as meninas tenham pontuação mais alta que os meninos. Foram encontradas diferenças significativas para Capacidade de Relacionamento (CR) e de Confiança, avaliados por meio da ERCA. No que diz respeito à Satisfação de Vida, os resultados mostram haver diferença significativa no escore total da EMSVA e em seus domínios Família, Amizade, Autoeficácia e Self Comparado. No entanto, a Autoeficácia e o Self Comparado, contrariando os prognósticos da literatura internacional de que haveria uma tendência de piora na saúde mental, apresentaram escores maiores, indicando que nesses domínios, o grupo G21 estava melhor do que o grupo G20. Os resultados mostram ainda haver uma correlação negativa entre o escore do CDI e os seguintes domínios das escalas: Satisfação de Vida (EMSVA) (r = -0,78, p<0,001), Sentido de Controle (CO) (r = -0,77, p<0,001), Capacidade de Relacionamento (CR) (r = -0,63, p<0,001) e seu fator confiança (r = -0,60, p<0,001) e, com a Reatividade Emocional (RA) (r = +0,61, p<0,001), foi observada uma correlação positiva. Dessa forma, os achados sugerem que é preciso ter um olhar positivo e atento aos fatores de proteção que apresentaram melhoras e que podem ter contribuído para que os níveis de satisfação de vida e da qualidade dos relacionamentos durante a pandemia permanecessem em níveis considerados bons, apesar de uma pontuação menor de alguns nos escores do G21. |