Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Fernandes, Eduarda Maria de Souza |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/192234
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Resumo: |
O presente trabalho tem por objetivo analisar as contribuições do método de Paulo Freire na contribuição à formação da identidade social de crianças moradoras de ocupações urbanas ligadas ao Movimento Social de Luta dos Trabalhadores (MSLT) e suas colaborações para minimizar os estigmas sofridos por esses alunos no espaço escolar, bem como analisar os documentos curriculares oficiais para identificar se a estrutura escolar reproduz um núcleo segregador no que diz respeito ao direito ao conhecimento de estudantes ligados aos movimentos sociais. As crianças acampadas enfrentam a discriminação dentro da instituição de ensino, dificultando a construção de sua identidade social, prejudicando a sua permanência na escola e a apropriação dos conteúdos do saber sistematizado. Um currículo universal, aberto ao diálogo com os grupos vulneráveis e suas diversidades, pode permitir as crianças acampadas a incorporação de todo o conhecimento e a herança cultural à qual todos os seres humanos têm direito, superando a segregação e o silenciamento imposto por um modelo educacional que não os reconhecem. A pesquisa caracteriza-se pela pesquisa participante de cunho qualitativo e envolveu o levantamento bibliográfico sobre o tema e a análise documental do currículo Oficial do Estado de São Paulo. A escolha do método contemplou uma ligação direta com o tema pesquisado e com os valores e visão de mundo dos pesquisadores. A temática da pesquisa envolve questões de conflito e interesses econômicos e sociais, que ao adentrarem na escola, por meio de orientações e materiais de ensino, tornam-se instrumentos ideológicos que tomam maior proporção no ambiente vivo que é a sala de aula. Revelou-se o caráter neoliberal do currículo paulista, ajustado aos interesses do mercado, favorecendo a homogeneidade e impossibilitando a reflexão sobre as diversas realidades sociais, econômicas e culturais. O estudo evidenciou que o ocultamento de grupos sociais ligados aos movimentos de ocupação urbana no currículo é intencional. Mostrou que o desenvolvimento de uma prática pedagógica dialógica e libertadora favorece o fortalecimento das identidades sociais e a superação dos estigmas através da articulação entre os conteúdos curriculares, o contexto social, o método e os fins e objetivos da Educação, colaborando para o reconhecimento dos que estão às margens do currículo, para que possamos construir uma escola participativa, democrática e inclusiva. |