Dor femoropatelar traumática e atraumática: comparação de características clínicas e biomecânicas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Lopes, Helder dos Santos [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/250590
Resumo: Introdução: A Dor Femoropatelar (DFP) é caracterizada por dor retro- ou peripatelar, exacerbada por atividades que sobrecarregam a articulação femoropatelar. A grande maioria dos estudos em DFP são realizados em indivíduos com DFP sem histórico de traumas no joelho (DFP atraumática). No entanto, evidências apontam uma alta prevalência dos sintomas da DFP após eventos traumáticos no joelho (DFP traumática), o que pode estar relacionado a piores níveis de função e qualidade de vida dos indivíduos acometidos. Contudo, devido à falta de investigações em indivíduos com DFP traumática, pouco se sabe sobre quais comprometimentos clínicos e biomecânicos podem estar presentes em indivíduos com DFP traumática. Objetivo: O objetivo geral desse estudo foi comparar variáveis clínicas e biomecânicas entre indivíduos com DFP traumática, DFP atraumática e indivíduos assintomáticos com e sem histórico de lesões e/ou cirurgias no joelho. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo observacional transversal, dividido em dois dias de coletas. No primeiro dia, foram avaliados dados demográficos, parâmetros clínicos e variáveis biomecânicas durante uma tarefa de aterrissagem. No segundo dia, foram avaliados fatores psicológicos (i.e., cinesiofobia), e os torques máximos dos extensores e flexores de joelho e abdutores de quadril. Testes-t independentes foram utilizados para comparar dados relacionados à dor. O teste de Kruskal-Wallis foi utilizado para comparar os dados demográficos. Modelos lineares generalizados (GzLM) foram utilizados para comparar variáveis clínicas e biomecânicas entre grupos. Resultados: Não houve diferenças significativas entre os grupos DFP para os níveis de dor e duração dos sintomas. Indivíduos com DFP traumática apresentam menor função autorreportada, indicativos para maior cinesiofobia e maiores comprometimentos biomecânicos no quadril e no joelho durante a tarefa de aterrissagem quando comparados aos indivíduos de outros grupos. Conclusão: Em conjunto, esses achados parecem ser sugestivos de efeitos acumulativos dos traumas aos sintomas da DFP, e indicam que indivíduos com DFP traumática possam representar um subgrupo característico da DFP. Nesse sentido, recomenda-se que indivíduos com DFP traumática sejam avaliados e tratados de forma específica.