Estudo epidemiológico para Leishmania spp. e Trypanosoma cruzi em cães e gatos do litoral do estado de São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Aires, Isabella Neves [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/261329
Resumo: Os gêneros Trypanosoma e Leishmania, relevantes para a saúde pública, incluem parasitos de Doenças Tropicais Negligenciadas que afetam milhões de pessoas no mundo todo, bem como animais domésticos e silvestres, constituindo-se em importantes zoonoses. A leishmaniose visceral tem como agente Leishmania (Leishmania) infantum nas Américas; enquanto a leishmaniose tegumentar apresenta espécies como Leishmania (L.) amazonensis, Leishmania (Viannia) braziliensis, Leishmania major, entre outras. O gênero Trypanosoma apresenta como principal espécie Trypanosoma cruzi (T. cruzi), que infecta humanos e animais, os quais podem se infectar durante o repasto sanguíneo de vetores triatomíneos. Neste contexto foram investigados Leishmania spp. e T. cruzi em 115 amostras de sangue de cães e 46 amostras de sangue de gatos, provenientes do abandono ou resgatados de maus tratos, alocados nas Unidades de Vigilância em Zoonoses (UVZs) de seis (06) municípios do litoral do estado de São Paulo, Brasil, perfazendo 161 amostras. As amostras foram analisadas utilizando-se a técnica sorológica de Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI) para Leishmania (L.) infantum, Leishmania (Viannia) braziliensis e T. cruzi, o teste molecular de Reação em Cadeia da Polimerase convencional (cPCR), bem como a Reação em Cadeia da Polimerase em tempo real (qPCR), com a utilização de primers específicos para Leishmania (L.) infantum e T. cruzi. Também foi realizada a análise geográfica de distribuição dos casos positivos nos diferentes municípios estudados. No teste de RIFI, três (03) amostras (1,86%) de cães procedentes do município do Guarujá foram reagentes para T. cruzi, com título 20. Foi possível a realização dos testes moleculares em 157 amostras, tendo-se uma (01) amostra (0,64%) de cão do município de Peruíbe amplificado com o uso dos primers LCH14/LCH15 na cPCR, específicos para Leishmania (L.) infantum. As reações de qPCR apresentaram 51 (32,48%) amostras positivas para T. cruzi, de ambas as espécies e pertencentes a todos os municípios estudados; para Leishmania (L.) infantum todas foram negativas. Dessa forma, a pesquisa de Leishmania spp. e T. cruzi em animais domésticos provenientes das UVZs avaliadas permitiu a identificação de animais que possam atuar como possíveis reservatórios, como uma forma de vigilância epidemiológica para estas enfermidades e a possibilidade de risco de transmissão da doença para a população residente, os funcionários dessas instituições e visitantes do litoral do estado de São Paulo.