Efeito da intensificação sobre a sustentabilidade do cultivo do camarão branco do Pacífico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Costa, Carolina Mendes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/193288
Resumo: O Brasil encontra-se entre os 10 maiores produtores mundiais da espécie Litopenaeus vannamei e segundo na América Latina. Na região Nordeste, existem muitas fazendas que operam em diferentes sistemas de produção e níveis de intensificação. Normalmente, a maioria das fazendas utiliza sistemas semi-intensivos (densidade de estocagem entre 10 e 30 camarões por m-2), mas há uma tendência de intensificar a atividade, aumentando a densidade e diminuindo a área de cultivo. Sem controle efetivo, operações intensivas geralmente aumentam a carga de nutrientes e matéria orgânica para o ecossistema. Isso mostrou que uma gama maior de estudos é necessária para entender os possíveis benefícios ambientais-econômicos-sociais da intensificação. O objetivo deste estudo foi avaliar a sustentabilidade ambiental, social e econômica da carcinicultura marinha operando em diferentes níveis de intensificação no Nordeste do Brasil. Oito fazendas foram avaliadas em quatro níveis de intensificação: Nível 1 (10-15 camarão m-2), Nível 2 (20 camarão m-2), Nível 3 (35 camarão m-2) e Nível 4 (51-100 camarão m m-2). Amostras de água, sedimentos, gases de efeito estufa, camarões e dietas foram coletadas para determinar os indicadores ambientais. Para os indicadores sociais e econômicos, utilizamos questionários semi-estruturados. O Índice Geral de Sustentabilidade mostrou que as fazendas de Nível 4 apresentam maior sustentabilidade, seguidas pelos níveis 1, 2 e 3. O nível mais intensificado (Nível 4), apresentou maior índice de sustentabilidade ambiental por utilizar menos recursos, maior eficiência energética, menor potencial de eutrofização em áreas locais, poluição orgânica e assoreamento em comparação às fazendas nos demais níveis de intensificação. Na sustentabilidade econômica, este nível também se destacou na eficiência de recursos financeiros. Logo, temos o sistema menos intensificado (Nível 1), que apresentou uma forte resiliência econômica. O nível 2 apresentou valores intermediários em todos os aspectos. No aspecto social, o Nível 3 foi mais sustentável devido à inclusão social e apresentou melhor proporção em relação ao número de funcionários e produção. O conjunto de indicadores aplicados gerou um índice único que permitiu identificar e quantificar os principais aspectos da sustentabilidade geral dos sistemas de produção de camarões marinhos. Esses indicadores e o índice são ferramentas adequadas e eficazes para avaliar a sustentabilidade ambiental, social e econômica na carcinicultura marinha.