Abordagem da asfixia neonatal e infecção bacteriana em neonatos caninos: uso da troponina I e avaliação da sepse

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Pereira, Keylla Helena Nobre Pacífico
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/216827
Resumo: O primeiro estudo teve como objetivo avaliar e comparar os níveis de troponina cardíaca I (cTnI) em cães recém-nascidos com asfixia e não asfixiados, correlacionando com a avaliação do escore Apgar modificado, saturação de oxigênio, glicemia, lactatemia e hemogasometria. O estudo visou determinar o possível uso da troponina I como marcador de lesão isquêmica do miocárdio e indicador de hipóxia perinatal grave em cães neonatos. Foram avaliados 15 animais no grupo parto eutócico (GE), 15 animais no grupo cesariana (GC) e 13 animais no grupo hipóxia (com asfixia) (GH). No GH os recém-nascidos exibiram acidose mista proeminente (p<0,05) (respiratória por aumento pCO2 e metabólica por redução do pH, HCO3, BEecf e aumento do lactato) em comparação ao GE e GC, em decorrência da hipoxemia grave. Os parâmetros no escore de Apgar e hemogasometria demonstraram que estes cães nasceram com asfixia, apresentando baixa vitalidade e necessidade de manobras reanimatórias. Os níveis de troponina I estavam dentro dos padrões de referência para cães hígidos nos grupos GE e GC. No GH os níveis de troponina I foram significativamente mais elevados do que o GE e GC (p<0,05) e estavam acima dos padrões de referência para cães hígidos. Conclui-se que a troponina I é um marcador de hipóxia e lesão miocárdica em cães neonatos. O objetivo do segundo estudo foi descrever a incidência de sepse em cães recém-nascidos, os aspectos clínicos envolvidos, os principais agentes bacterianos isolados e as taxas de mortalidade. Das 152 ninhadas e 762 neonatos avaliados, 14,8% (113/762) apresentaram sepse ou choque séptico, e a taxa de mortalidade entre os filhotes afetados foi de 25,6% (29/113). Diferenças significativas (p <0,0001) nos parâmetros clínicos (frequência cardíaca e respiratória, glicemia, temperatura corporal, saturação periférica de oxigênio e reflexos) foram observadas entre neonatos saudáveis e neonatos com sepse e choque séptico. Os principais e mais relevantes sinais clínicos foram: apatia, redução do reflexo de sucção, diarreia, tríade neonatal, insuficiência de ganho de peso, bradicardia, dispneia, mucosas cianóticas, eritema corporal, redução da saturação periférica de oxigênio, cianose e necrose dos tecidos das extremidades. A mãe pode ter sido a principal fonte de infecção para 87,6% (99/113) dos neonatos com sepse. O agente bacteriano mais isolado foi a Escherichia coli, responsável por 25,6% (29/113) dos casos de sepse. A morbidade e mortalidade da sepse neonatal em cães são altas. A avaliação clínica e o diagnóstico de sepse em neonatos diferem daqueles em animais adultos. Assim, o conhecimento das particularidades neonatais da sepse é essencial para o manejo clínico adequado e maior sobrevida desses pacientes.