Crescimento, produtividade e qualidade de raízes de clones de batata-doce de polpa alaranjada, branca e creme

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Guedes, Politon Thiago Pereira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/215013
Resumo: A batata-doce (Ipomoea batatas (L.) Lam.) é uma das principais hortaliças cultivadas no Brasil. Contudo, existem poucas cultivares de batata-doce disponíveis para o agricultor brasileiro e, na maioria das vezes, não existem muitas informações sobre a dinâmica de crescimento, bem como sobre a qualidade das raízes tuberosas dessa espécie. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar o acúmulo de biomassa durante o ciclo produtivo, a produtividade e a qualidade das raízes tuberosas de genótipos de batata-doce de polpa alaranjada, branca e creme. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso no esquema de parcela subdividida, com quatro repetições. As parcelas foram representadas pelos genótipos de batata-doce (Canadense, BRS Rubissol, 1358, 1365 e Princesa). As subparcelas foram representadas pelas épocas de coleta de plantas que ocorreram aos 25, 40, 55, 70, 90, 105, 120, 135, 150 e 165 dias após o plantio (DAP). Os genótipos 1365 e 1358 atingiram a máxima produtividade aos 120 DAP, enquanto no genótipo Canadense a máxima produtividade comercial ocorreu aos 165 DAP. Em termos de qualidade, o genótipo BRS Rubissol apresentou maior concentração de amido e menor concentração de fibras nas raízes tuberosas, demonstrando potencial para uso industrial. O genótipo Princesa apresentou maior massa média de raízes tuberosa entre os genótipos analisados. Os genótipos BRS Rubissol e Canadense apresentaram os maiores acúmulos de MS na planta inteira entre os 120 e 165 DAP. Os genótipos 1365 e 1358 foram mais precoces e estabilizaram o acúmulo de MS na planta inteira a partir dos 120 DAP. O genótipo Princesa obteve valores intermediários de acúmulo de MS na planta inteira em todas as épocas de coleta.O genótipo Canadense obteve a maior produtividade comercial, seguidos pelos genótipos BRS Rubissol e Princesa. O genótipo 1365 se mostrou precoce ao apresentar raízes tuberosas aos 40 DAP, mas aos 165 DAP não deferiu do genótipo Canadense e BRS Rubissol na produtividade total.A cultivar BRS Rubissol apresentou maiores teores de matéria seca, proteína e amido nas raízes tuberosas. Nos genótipos de 1365 e 1358 os teores de açúcares totais aumentaram até próximo do final do ciclo e foram maiores do que nos clones Canadense e Princesa, o que indica que os genótipos de polpa alaranjada apresentam raízes tuberosas mais adocicadas e agradáveis para o consumo in natura.