Estudo clínico controlado não-randomizado para avaliação da efetividade clínica e endoscópica na Doença de Crohn: Infliximabe versus Adalimumabe

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Baima, Júlio Pinheiro [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/153774
Resumo: Introdução: Com o advento da terapia biológica, o foco de resposta na Doença de Crohn (DC) ampliou-se, sendo essenciais a remissão clínica e endoscópica. Estudos prospectivos comparando os representantes dessa classe terapêutica mais utilizados, o Infliximabe (IFX) e o Adalimumabe (ADA), são escassos. O objetivo do estudo foi comparar a efetividade clínica e endoscópica do IFX versus ADA em pacientes com DC naïves terapia biológica, na semana 54 de tratamento. Metodologia: Foi realizado um estudo clínico, não-randomizado, no qual pacientes com DC que receberam IFX ou ADA, foram avaliados nas semanas 0, 14, 30 e 54 de tratamento. Utilizou-se o Índice de Atividade da Doença de Crohn (CDAI) para avaliação da atividade clínica da doença. Entre 6 e 12 meses, foi avaliada a atividade endoscópica através do Simplified Endoscopic Score for Crohn’s Disease (SES-CD). As variáveis foram resposta clínica (queda do CDAI > 70 pontos) e remissão clínica (CDAI < 150 pontos), avaliados nas semanas 14, 30 e 54, e resposta endoscópica (queda do SES-CD de pelo menos 50% em relação à pontuação inicial), remissão endoscópica (controle endoscópico com SES-CD ≤ 2 pontos), e taxas de internação, cirurgia, óbito e perda de resposta, analisados na semana 54. A análise estatística foi estatística descritiva, teste de ANOVA com medidas repetidas no tempo considerando a interação medicamento x tempo, seguida do teste de comparação múltipla de Tukey ajustado, com nível de significância de 5% ou o p-valor correspondente. Resultados: Foram incluídos 85 pacientes, 45 submetidos ao tratamento com ADA e 40 com IFX. O uso concomitante de Azatioprina foi mais frequente no grupo que recebeu IFX (p=0,0001). As taxas de resposta clínica foram de 86,67% na semana 14, 82,22% na semana 30 e 82,22% na semana 54 no grupo ADA. No grupo IFX, as taxas de resposta foram 70%, 72,5% e 75%, respectivamente, sem diferença entre os tratamentos (p>0,05 em todas as semanas). As taxas de remissão clínica no grupo ADA foram de 86,67% na semana 14, 80% na semana 30 e 82,22% na Resumo 3 semana 54. No grupo IFX, 65%, 62,5% e 65% respectivamente, com diferença significativa apenas na semana 14 (p=0,02). Resposta endoscópica foi atingida em 60,61% dos pacientes do grupo ADA e 85,71% no grupo IFX (p=0,02). As taxas de remissão endoscópica foram de 45,45% e 60%, respectivamente (p=0,23). Internações, cirurgia, óbitos e perda de resposta ocorreram com frequência sem diferença significativa entre os grupos. Conclusões: Não houve diferença nas taxas de resposta clínica entre os tratamentos. Houve maiores taxas de remissão clínica na semana 14 no grupo ADA, não mantidas nas semanas seguintes. Taxas de resposta endoscópica foram melhores no grupo IFX. Não houve diferença nas taxas de remissão endoscópica. Não houve diferença nas taxas de internações, cirurgias e óbitos, assim como na perda de resposta.