Taxonomia integrativa de helmintos de javalis (Sus scrofa)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Perin, Patricia Parreira [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/236227
Resumo: O javali é uma espécie invasora e seu abate foi autorizado e regulamentado no Brasil em 2013. A investigação do perfil sanitário e epidemiológico destas populações no país é uma das ações previstas para o de controle e monitoramento da espécie. Os parasitas estão frequentemente relacionados ao sucesso e à gravidade das invasões biológicas e a taxonomia integrativa tem se tornado uma das práticas mais aceitas para caracterizar espécies de helmintos. Sendo assim, objetivou-se identificar os helmintos encontrados em javalis asselvajados por meio da utilização de caracteres morfológicos e inferências filogenéticas baseadas em três marcadores moleculares. Sessenta e um javalis foram abatidos no norte do Estado de São Paulo e helmintos foram recuperadas dos tratos gastrointestinal e urinário. A partir da análise morfológica e da inferência filogenética bayesiana dos genes 18S rRNA e 28S rRNA e do espaçador interno transcrito (ITS), as seis espécies de nematódeos foram identificadas como Ascarops strongylina, Strongyloides ransomi, Globocephalus urosubulatus, Oesophagostomum dentatum, Trichuris suis e Stephanurus dentatus e a espécie de acantocéfalo foi identificada como Macracanthorhynchus hirudinaceus. Traz-se descrições morfológicas detalhadas de todas as sete espécies e sequências de pelo menos um gene de interesse taxonômico de todas elas, bem como cinco sequências inéditas, três de G. urosubulatus (genes 18S e 28S e região ITS rDNA), duas de A. strongylina (genes 18S e 28S rDNA) e uma de S. dentatus (região ITS rDNA). Estes resultados sugerem que as populações asselvajadas de javalis do Estado de São Paulo mantiveram alguns dos seus parasitas típicos comuns a suínos e não atuaram como hospedeiros de captura de nenhuma espécie nativa da região Neotropical.