Avaliação morfológica e molecular do gênero Xiphopenaeus no Atlântico Ocidental e Pacifico: existe apenas uma espécie?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Carvalho-Batista, Abner [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/152339
Resumo: Espécies crípticas constituem um desafio ao conhecimento da biodiversidade e tem sido tema de um número cada vez maior de estudos nos últimos anos. O gênero Xiphopenaeus por 90 anos teve reconhecidamente duas espécies, Xiphopenaeus kroyeri no Atlântico e Xiphopenaeus riveti, no Pacífico. Contudo, nos últimos 20 anos, a taxonomia do gênero tem passado por grandes reviravoltas, com a sinonimização das duas espécies em 1997 com base em dados morfológicos, tornando o gênero monotípico, com X. kroyeri como a única espécie válida. E nos últimos dez anos além da revalidação de X. riveti baseada em dados moleculares, a existência de na verdade, duas espécies crípticas no Atlântico, veio a tona. Assim, o presente estudo averiguou utilizando ferramentas moleculares (os genes mitocondriais Citocromo c Oxidase Subunidade I e 16S rDNA) e morfológicas, o possível número de espécies constituintes do gênero Xiphopenaeus, e quais caracteres morfológicos podem ser utilizados na identificação destas. Foram analisados indivíduos provenientes de 16 localidades nos oceanos Atlântico e Pacífico. Foi detectada a divisão dos indivíduos analisados em cinco grupos, três no Atlântico, aqui denominadas a principio de A1, A2 e A3 e dois no Pacífico, P1 e P2, os quais pelas divergências genéticas observadas em ambos os marcadores empregados, mostraram-se constituir cinco diferentes espécies. Tal divisão foi suportada pelas demais análises empregadas (análises filogenéticas, Amova, rede de haplótipos). As fotografias obtidas por meio da microscopia eletrônica de varredura dos caracteres sexuais secundários dos machos mostraram diferenças morfológicas substâncias capazes de separar quatro das cinco espécies detectadas nas análises moleculares (uma vez que não foram encontrados machos do grupo P2). A análise comparativa com o holótipo de Xiphopenaeus kroyeri mostrou que espécie corresponde ao grupo A1 detectado no presente estudo, e que A2 e A3 são novas espécies a serem descritas. Por fim, valores significativos de Fst foram encontrados entre as populações de A1, porém sem um padrão geográfico, enquanto as demais espécies do Atlântico parecem ser panmíticas, e sinais de expansão demográfica recente e desvios da seleção neutra foram detectados nas três.