Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Pinho, Sara Mello |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/153517
|
Resumo: |
Empregar a tecnologia de bioflocos na produção aquapônica, integrando o cultivo de alface com o berçário de tilápia, parece ser uma alternativa para solucionar a problemática relacionada ao abastecimento de juvenis de tilápia à engorda, por meio de sistemas de produção responsáveis, menos impactantes em termos ambientais e economicamente viáveis. Além disso, o consumo dos agregados microbianos dos bioflocos pelos peixes poderá possibilitar a produção de juvenis diferenciados e com condições nutricionais desejáveis. Sabendo disso, foi proposto avaliar a produção aquapônica de juvenis de tilápia (~ 1 até 30 g) e alface lisa utilizando a tecnologia de bioflocos. Foram avaliados dois tipos de tecnologias aquícolas: recirculação de água clara (CW, ou controle) e bioflocos (BFT), com três repetições cada. O experimento foi executado durante 46 dias, divididos em dois ciclos de produção de alface (23 dias cada) e um ciclo de produção de juvenis de peixe. Buscou-se relacionar os dados de desempenho produtivo com análises zootécnicas e fitotécnicas; das características visuais das plantas; das concentrações dos nutrientes que entram e saem dos sistemas; bem como com avaliações morfológicas e morfométricas das fibras musculares e da composição centesimal dos peixes cultivados. Análise de viabilidade econômica também foi realizada, avaliando quatro cenários: dois levando em conta a porcentagem de alfaces comercializáveis encontradas no experimento pelo índice de qualidade da planta (BFT: 37% e CW: 98% do total) e outros dois, considerando uma produção hipotética em que todas as alfaces produzidas apresentam qualidade para serem vendidas. Os resultados mostraram melhor desempenho produtivo dos peixes cultivados em BFT. Os dados da trajetória de crescimento em peso, crescimento das fibras musculares e composição centesimal dos peixes mostraram resultados similares entre CW e BFT. Enquanto que para as plantas, o tratamento CW no ciclo 2 foi o que apresentou melhores resultados fitotécnicos e visuais. A análise econômica indicou que é viável a produção aquapônica utilizando CW ou BFT, desde que neste último o mínimo de 63,5% das plantas produzidas seja visualmente aptas para comercialização. De maneira geral, os resultados sugerem que a integração do BFT com a aquaponia poderá ser viável somente a partir do desenvolvimento de mecanismos que possibilitem diminuir o acúmulo de sólidos nas raízes e melhorar a absorção dos nutrientes pelas plantas. |