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A educação ambiental na formação de professores: horizontes para participação social

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Festozo, Marina Battistetti [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/235258
Resumo: O desenvolvimento dos membros de determinada sociedade se dá quando, por meio da participação e educação sistemática, estes indivíduos se apropriam dos conhecimentos e cultura do grupo ao qual pertencem, pelo processo de humanização. Essa humanização é aqui compreendida como condição da participação, mas da mesma forma pode forjá-la. Neste sentido, a participação possibilita além da reprodução do mundo humano, sua produção contínua pelos sujeitos que se engajam nas decisões e construção da sociedade. Contudo, sabemos que se pode fazer parte de um contexto sem necessariamente tomar parte dele, problemática que se perpetua no Brasil, bem como em outras sociedades organizadas sob a lógica capitalista, dados o histórico de repressão, o incentivo à individualidade e competição, a desigualdade material e de acesso à formação crítica. O mercado regula as relações sociais no ambiente e submete inclusive a educação, que se torna instrumento da consagração da concepção de mundo baseada na sociedade mercantil. Neste contexto, é de extrema relevância instrumentalizar os sujeitos para compreender dialeticamente as contradições da realidade concreta e sua conformação histórica, possibilitando que se inscrevam na transformação dos processos de produção da vida em sociedade, em direção a uma realidade mais justa e sustentável. Neste estudo utilizamos como referencial teórico e metodológico o Método Materialista Histórico-Dialético e nos inspiramos na Pesquisa-ação-participativa, na Pedagogia Histórico-crítica (PHC) e na Educação Ambiental (EA) crítica, objetivando analisar a formação participativa de pedagogos como educadores ambientais. Essa investigação analisou a formação oferecida por meio de um Projeto Interdisciplinar de um curso de Pedagogia, em que tanto estudantes como seus formadores participaram dos processos decisórios de construção deste Projeto (em reuniões do coletivo do curso e em assembleias de classe/turma), bem como de processos formativos - práticos e teóricos,- proporcionados por duas disciplinas. Esta formação integrou as dimensões de ensino, pesquisa e extensão, em que os futuros pedagogos se envolveram no delineamento, desenvolvimento e avaliação de um estudo sob a metodologia da pesquisa-ação-participativa com a comunidade do entorno da Faculdade e também com uma escola. Diversos foram os obstáculos enfrentados, nos coletivos e na formação dos estudantes: a competição entre alunos, a desvalorização da formação teórica, a dificuldade de sintonia do corpo docente, o próprio currículo, etc. Mas, a construção, mediada pela teoria, dos instrumentos e espaços de formação participativa foi nos possibilitando compreender e aprimorar coletivamente os processos necessários ao engajamento dos sujeitos. Longe de termos chegado a uma fórmula ideal, afinal promover a participação é uma tarefa quase inesgotável, a articulação entre Ensino, Pesquisa e Extensão, conectados pela Participação, apontou caminhos profícuos à elevação da consciência crítica e práxis dos indivíduos, possibilitando também aprimorar os processos formativos de educadores ambientais