Entre parteiras e cirurgiões: um estudo sobre o partejo no Portugal setecentista

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Veríssimo, Ana Luiza Mendes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/252655
Resumo: O saber médico português passou por inúmeras mudanças ao longo do século XVIII, perpassando desde questões institucionais – relacionadas aos cursos médicos universitários ofertados em Portugal –, revisões na legislação sobre quem poderia obrar pela saúde dos corpos e mesmo de aspectos de ordem doutrinária, com o questionamento da até então unívoca teoria hipocrático-galênica. Nesse contexto, as incumbências com a maternidade,sobretudo no partejo, representam uma importante área de reflexão, pouco vislumbrada em obras de língua vernacular pela literatura médica. A partir dos escritos de letrados que atuaram em Portugal e publicaram, em língua portuguesa, voltamo-nos às suas observações sobre a gravidez, o parto, o puerpério bem como instruções morais para os cuidados maternos com a primeira infância. O presente trabalho procurou investigar de que forma o discurso médico do período tratou a arte do partejo, seus agentes de atuação e sobretudo a concepção que os letrados tinham daquela época de um bom partejar.