Análise retrospectiva da coqueluche na criança em dois municípios do interior de São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Orso, Livia Faria
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/153621
Resumo: Introdução: A coqueluche é uma doença que compõe a Lista Nacional de Doenças de Notificação Compulsória, e várias hipóteses têm sido sugeridas para a reemergência da coqueluche no Brasil e no mundo. Sabe-se que a faixa etária mais acometida é constituída por crianças menores de um ano e que o monitoramento rigoroso da segurança vacinal é a principal estratégia para adesão aos programas de imunização. Além disso, é imprescindível que os serviços de vigilância no Brasil se mantenham alertas sobre a situação epidemiológica da coqueluche. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico dos casos de coqueluche em crianças do nascimento há quatro anos de idade, retrospectivos à implantação da vacina dTpa em gestantes, nos municípios de Botucatu e Marília do Estado de São Paulo. Método: Trata-se de um estudo descritivo, comparativo e de série histórica no município de Botucatu e Marília. Os dados foram coletados do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN), de crianças na faixa etária de zero a quatro anos, confirmadas com coqueluche, no período de primeiro de janeiro de 2008 a 31 de outubro de 2014 do município de Botucatu e Marília. Resultados: Observa-se um aumento gradativo dos casos a partir de 2014, nos dois municípios. A sazonalidade dos casos confirmados em Botucatu ocorreu no inverno, com 42,86% de ocorrências, e em Marília, no verão, com 35,71%. A faixa etária mais acometida pela doença foram crianças menores de um ano em ambos os municípios. O exame da distribuição dos casos confirmados por região geográfica mostrou que, em Botucatu, o maior registro de casos foi na zona norte, com 57,14%, e para o município de Marília, na zona sul, com 42,86%. Quanto ao esquema vacinal, Botucatu apresentou vacinação em 57,14% das crianças, e Marília, 52,38%. Em Botucatu, 35,71% das crianças apresentaram complicações da doença, e em Marília, 16,66%, sendo a pneumonia a complicação mais frequente. Em Botucatu e Marília 100% e 92,85% das crianças evoluíram para a cura respectivamente. Conclusão: A vacina pentavalente que contém o componente pertussis, continua sendo uma medida de prevenção importante, porém não está sendo efetiva devido acometimento da faixa etária inferior ao recomendado pela vacina nos dois municípios. Diante disso este estudo sugere estudos que avaliem o perfil epidemiológico da coqueluche após a implementações de medidas de prevenção pelo Ministério da Saúde, como a vacina dTpa na gestante.