Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Rosa-Ballaben, Nátalie Massaro |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/154292
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Resumo: |
A lesão medular não é um evento incomum na medicina humana e veterinária e resulta em disfunções neurológicas de graus variados. Apesar dos esforços no tratamento, lesões medulares frequentemente causam sequelas permanentes, desde déficit proprioceptivo isolado até paralisia completa de membros. A membrana confeccionada à base de látex natural extraído da seringueira Hevea brasiliensis tem sido utilizada com sucesso para regeneração de tecidos, e seu potencial regenerador foi reconhecido como sendo de uma fração proteica conhecida como proteína P1. Este novo biomaterial foi eficaz em vários testes de regeneração em animais de experimentação e humanos, e, ainda que tenha mostrado potencial regenerador em teste de lesão de nervo periférico, a proteína ainda não foi testada em Sistema Nervoso Central. Objetivou-se avaliar o potencial regenerador da fração proteica extraída do látex natural (P1) na hemissecção da medula espinhal em ratos. Foram utilizados 18 ratos machos adultos submetidos à hemissecção medular no segmento medular T13 subdivididos em dois grupos: GHP (tratados com proteína P1 em gel de ácido hialurônico) e GHSP (tratado somente com ácido hialurônico). Foram realizadas análises neuroclínicas, bem como avaliação funcional da marcha em plataforma de acrílico. Após oito semanas os animais foram submetidos à eutanásia e os segmentos medulares envolvidos foram avaliados por histoquímica pela coloração Tricrômico de Masson e Luxol Fast Blue, além de avaliação da reação astroglial por imunoistoquímica. Não houve diferença significativa entre os dois grupos para as avaliações neuroclínicas, não sendo observado melhora clínica satisfatória para as variáveis analisadas, porém, em relação à análise histológica foi notada diferença importante entre os grupos, evidenciando menor reação cicatricial e degeneração do tecido medular restante, além de presença de hipercelularidade organizada e menor reação astroglial nos animais tratados com a fração protéica P1. Apesar da não evidência de melhora nos parâmetro neuroclínicos com o uso da proteína P1, houve alterações histológicas notórias e relevantes nos animais em que foi utilizada, além de ser benéfica como indutora de neuroproteção. |