Equilíbrio dinâmico em idosos com doença de Parkinson

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Caetano, Maria Joana Duarte [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/87407
Resumo: Andar é essencial para o desempenho das funções diárias. No entanto, as alterações morfofuncionais decorrentes do processo de envelhecimento podem comprometer o equilíbrio durante o andar e gerar instabilidade. Este comprometimento é ainda mais acentuado em idosos com doença de Parkinson devido aos distúrbios motores ocasionados pela doença. Neste contexto, os objetivos do presente estudo foram: 1) analisar as características espaço-temporais e os ângulos articulares de indivíduos idosos neurologicamente sadios e com doença de Parkinson idiopática andando livremente e em condições de restrição na largura e na altura da superfície de suporte; 2) relacionar estes parâmetros com as pontuações nas escalas de H&Y e UPDRS (apenas para os pacientes) e com a incidência de queda recente (1 ano) e pontuações na Escala de Equilíbrio Funcional de Berg (para ambos os grupos). Participaram 16 idosos distribuídos em dois grupos: oito idosos neurologicamente sadios e oito com doença de Parkinson idiopática. As características espaço-temporais e os ângulos articulares andando livremente e em condições de restrição na largura e na altura da superfície de suporte foram investigados por meio de ferramenta cinemática. Pacientes com doença de Parkinson apresentaram valores médios significativamente menores que os idosos neurologicamente sadios em relação à duração da fase de balanço e ao comprimento e velocidade da passada e maiores para a duração do duplo suporte devido à hipocinesia, à dificuldade no controle do equilíbrio e ao próprio relacionamento entre as variáveis. As restrições impostas pela superfície de suporte geraram alterações nas características espaço-temporais e angulares do andar dos idosos de ambos os grupos, devido à necessidade de adotar uma estratégia cautelosa que facilite o controle da locomoção, garantindo estabilidade, e ao medo de cair imposto pelas demandas da tarefa,...