Produção do sentido no YouTube: crítica à mídia pelo usuário/produtor

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Olivatti, Tânia Ferrarin [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/89381
Resumo: Analisando cinco vídeos veiculados no site YouTube, em produções independentes que apresentam como tema a mídia, buscou-se compreender, de forma englobante, o sentido produzido nesses textos audiovisuais, bem como o atual papel requerido pelo usuário da Internet. Para tanto, esta pesquisa utilizou como instrumental o arcabouço teórico de Greimas (semiótica francesa) e as novas práticas metodológicas acrescentadas por Fontanille. Por meio da teoria greimasiana, identificou-se que, no nível fundamental, os vídeos trabalham com a mesma categoria semântica (/saber/ vs /ignorar/), utilizada para evidenciar que a mídia tradicional manipula os receptores que ignoram suas práticas. Essa crítica à mídia tradicional é impulsionada por um querer participar da produção audiovisual, em que, além de apresentar sua opinião, é muito importante para o enunciador aparecer (em busca da fama). Tal motivação é determinante nas escolhas dos produtores em relação às práticas e estratégias adotadas no processo criativo e de disseminação dos vídeos, que influenciarão no número de acessos alcançado. A pesquisa empírica (análise dos vídeos) e bibliográfica (pautada principalmente nos estudos de Castells, Kerckhove, Vilches e Wolton) permite afirmar que o site é um espaço potencialmente democrático, um local estratégico para o usuário crítico interessado em opinar por meio de textos audiovisuais. A Internet deu início à transformação do usuário em produtor, mas a partir do YouTube essa mudança de papéis passou a ocorrer também no âmbito imagético, símbolo do comportamento da cultura digital, que pode converter qualquer cidadão em um comunicador popular de textos audiovisuais na Internet, possibilitando ainda um universo de divulgação ilimitado