Estudo das características acústicas das fricativas do português do Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Silva, Audinéia Ferreira da [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/92217
Resumo: O objetivo desta dissertação de mestrado é descrever do ponto de vista acústico as fricativas labiodentais, alveolares e palatoalveolares surdas e sonoras do Português Brasileiro em posição de onset e coda silábica. Para este estudo, foi montado um corpus composto por palavras dissílabas (reais e logatomas - palavras que não existem, mas que estão de acordo com a fonotaxe da língua). As palavras do corpus possuíam as seguintes estruturas silábicas: CV.CV; CVC.CV; CV.CVC. Assim, a posição de onset foi ocupada pelas fricativas labiodentais, alveolares e palatoalveolares e pela oclusiva bilabial surda. A posição de coda silábica foi ocupada sempre pelas fricativas alveolares. O núcleo silábico, por sua vez, foi ocupado pelas vogais /a/, /i/ e /u/ com o objetivo de verificar se o contexto vocálico interfere nas características das fricativas. As palavras do corpus foram inseridas na frase veículo “Digo palavra-alvo baixinho”, com o objetivo de homogeneizar o ambiente fonético. O corpus deste estudo foi gravado por cinco informantes (três homens e duas mulheres) naturais de Vitória da Conquista – BA, universitários com idade entre 18 e 27 anos. Cada informante repetiu as frases três vezes. Os parâmetros acústicos adotados para caracterizar as fricativas foram a duração segmental e a frequência do espectro. Como se sabe, a duração segmental pode variar de acordo com vários fatores, por isso, optamos por analisar a duração relativa das fricativas, e não a duração absoluta. Para a análise da taxa de frequência em que são realizadas as fricativas, utilizamos a análise dos quatro momentos espectrais (FORREST ET AL., 1988). Nossos resultados evidenciam que a duração relativa foi eficaz para distinguir as fricativas com relação ao ponto de articulação, à sonoridade, ao contexto vocálico e à posição silábica. No que refere-se à frequência...