Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Cabral, Kelly de Oliveira [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
https://hdl.handle.net/11449/259645
|
Resumo: |
A dissertação apresenta uma análise sobre as práticas de manejo, nos Assentamentos rurais Novo horizonte, Flor Roxa, Asa Branca, Santa Cristina e Santa Apolônia. Esses assentamentos contemplam uma quantidade significativa dos estudantes matriculados na Escola Estadual José Quirino Cavalcante, no município de Mirante do Paranapanema (SP). Com o intuito de aproximar de forma significativa e real as teorias aplicadas na escola, nas salas de aula, à prática cotidiana dos estudantes, nos propomos identificar a atuação dos mesmos nas transformações do espaço geográfico, ou seja, quanto suas ações diárias contribuem de forma positiva ou negativa ao meio ao qual pertencem e interagem. E ainda, a compreender a vulnerabilidade que enfrentam em relação a carga de veneno que vitimados pelas empresas agroindustriais canavieiras da região. O currículo de Geografia do Estado de São Paulo, alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) tanto do Ensino Fundamental II quanto do Ensino Médio, utilizado na unidade escolar, aborda temas que enfatizam as questões ambientais, o uso da terra e de seus respectivos recursos naturais. Ainda nesses mesmos materiais são abordados os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da mesma forma que, cotidianamente, os estudantes manuseiam materiais e participam de aulas que tratam do assunto. No entanto, esses parâmetros são insuficientes para entendermos o processo social que define os papéis dos sujeitos implicados a ponto de identificarmos com clareza que o capital se responsabiliza pela aplicação de agrotóxicos e as famílias trabalhadoras/assentadas, são duramente atingidas e vivenciam diariamente essas agressões. Somente quando buscamos entender esse processo podemos, de forma segura, apostarmos na sustentabilidade não somente na utopia de um mundo melhor, todavia livre dos agrotóxicos. Para tanto, é necessário inseri-la no mundo real, e nada melhor do que disseminar verdades filosóficas e cientificas na formação cidadã de crianças e adolescentes, o que não se faz, necessariamente, presentes nos manuais definidos e impostos pelo Estado. Dessa forma, a escola é o elo entre teoria e prática. Em concordância com Freire, "Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo" (Freire, 1979 p.84). A problemática está relacionada à inserção da sustentabilidade nos lotes, das famílias assentadas, relacionados aos alunos da unidade escolar, sendo que, nossas atenções se referenciaram nas práticas agroecológicas, por ser uma potencialidade prevista. O principal desafio para esse sistema de produção é a independência dos agrotóxicos nas produções agrícolas, como nos sistemas convencionais, bem como no manuseio e descarte das embalagens. A importância desse trabalho está na articulação entre a Escola e as famílias assentadas, por meio dos estudantes, visando o uso consciente da água e do solo, com as atenções para construção da consciência ecológica e para o futuro verde a partir da realidade dos Assentamentos Rurais Novo horizonte, Flor Roxa, Asa Branca, Santa Cristina e Santa Apolônia. |