Fragmentação e mobilidade socioespaciais em Campo Grande/MS e Dourados/MS

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Bastazini, Rafael
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/243650
Resumo: Para além da lógica centro-periférica que caracterizou a estruturação dos centros urbanos no Brasil sobretudo a partir de meados do século XX, vimos identificando outras lógicas que complexificam a estruturação dos seus espaços, marcadas pelo aprofundamento das desigualdades socioespaciais. Nesse contexto, buscamos compreender a passagem da lógica socioespacial predominantemente centro-periférica para a lógica socioespacial fragmentária, tendo como dimensão empírica a mobilidade socioespacial dos sujeitos nas cidades de Campo Grande e Dourados no Mato Grosso do Sul. Para tanto, utilizamos diferentes procedimentos metodológicos: revisão bibliográfica, trabalhos de campo, pesquisa documental em acervos históricos, mapeamento, dentre outros. Destacamos que além de uma análise sobre as duas cidades, desenvolvemos uma metodologia sobre a compreensão contemporânea da cidade utilizando recursos audiovisuais por meio de drone e câmera de ação articulados aos percursos acompanhados realizados com os sujeitos com foco na captação do movimento e de seus conteúdos em suas mobilidades socioespaciais. Consideramos que os resultados obtidos por meio dessa metodologia são substancialmente diferentes daqueles alcançados por procedimentos estáticos. Constatamos que em ambas cidades o processo de fragmentação socioespacial está em curso, porém, com intensidade e conteúdos diferentes; apreendemos por meio da mobilidade socioespacial diferentes graus de fluidez e atritos com desdobramento no acesso, uso e apropriação das diferentes porções da cidade e identificamos relações entre o movimento dos sujeitos e o espaço permeado por questões de gênero, renda e localização.