Ilhas de calor em Embu das Artes (SP)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Teixeira, Monique Cocco [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/295444
Resumo: A materialização das relações sociais no espaço resulta na modificação das características físicas dessa área e, consequentemente, em sua paisagem. A substituição da cobertura vegetal por materiais urbanos se apresenta como fator que influencia os elementos climáticos, sobretudo a temperatura na escala local. Nesse sentido munícipios que possuem área de transição entre urbano e rural, em especial de Regiões Metropolitanas, mostraram-se importantes recortes espaciais para a análise das atividades antrópicas e sua interferência nas características do clima urbano. Dessa forma, o presente trabalho teve como objetivo investigar a geração das ilhas de calor atmosférica e de superfície no município de Embu das Artes, na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) A referência teórica e metodológica foi a proposta do Sistema Clima Urbano (MONTEIRO, 1976). Para tal, foram realizados registros de temperatura do ar em locais representativos do intraurbano e do rural próximo, por intermédio da instalação de sensores digitais em abrigos meteorológicos fixos e em transectos móveis. A obtenção das temperaturas dos alvos foi efetuada a partir de imagens tratadas do satélite Landsat 8 (banda 10 – canal termal). A análise dos resultados foi examinada com base nas características geoambientais (relevo, orientação do relevo, cobertura vegetal, densidade de construção, uso e ocupação da terra) e urbanos (estrutura, formas e dinâmicas urbanas). Os resultados mostraram que áreas com maior densidade de edificações e menor cobertura vegetal apresentaram temperaturas mais elevadas. Durante os meses de maio, junho e julho de 2023, representativos da estação seca, observou-se que as ilhas de calor foram mais intensas à noite, devido à capacidade das superfícies urbanas de armazenar calor durante o dia e liberá-lo lentamente durante a noite. A precipitação atuou como um moderador significativo, reduzindo a intensidade das ilhas de calor nos dias chuvosos, e a influência de sistemas atmosféricos instáveis, desempenhou um papel importante na moderação das temperaturas. Os resultados foram representados através de painéis espaço-temporais da temperatura do ar e mapas da temperatura do ar, dos alvos e da vegetação. Pretendeu-se, por meio desses procedimentos, demonstrar a espacialização das ilhas de calor e contribuir para a mitigação do fenômeno no município.