Desenvolvimento de protocolo in vitro do processo erosivo do esmalte e efeito de enxaguatório bucal fluoretado associados ao trimetafosfato nanoparticulado contra a erosão

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Mancilla, Jorge Orlando Francisco Cuellar [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/180295
Resumo: O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito de enxaguatórios bucais fluoretados, suplementados ou não com trimetafosfato de sódio (TMP) micrométrico ou nanoparticulado, sobre a erosão do esmalte dental, utilizando uma boca artificial. Material e Métodos: 120 blocos de esmalte bovino foram aleatoriamente distribuídos em 5 grupos, de acordo com os seguintes enxaguatórios: Placebo (sem flúor ou TMP), 100 ppm F, 225 ppm F, 100 ppm F + 0,2% TMP microparticulado e 100 ppm F + 0,2% de TMP nanoparticulado. Os blocos foram subdivididos em 2 condições de experimento (1 ou 3 dias). Cada ciclo erosivo consistiu de 7 exposições a ácido cítrico ( a cada 4 s), alternadas com 6 exposições a saliva artificial (a cada 7 s), três vezes ao dia. O tratamento com os enxaguatórios bucais foi realizado após o primeiro e último ciclo erosivo de cada dia, durante 1 min. Os blocos foram analisados por perfilometria, dureza de superfície e em secção longitudinal, bem como por energia livre de superfície (Ys). Os dados foram analisados por ANOVA a 2 critérios, teste de Student-Newman-Keuls e coeficiente de correlação de Pearson (p<0,05). Resultados: De forma geral, um efeito protetor significativamente maior foi observado para os enxaguatórios bucais contendo TMP em relação à dureza e ao desgaste do esmalte, com um efeito adicional para o uso de nanopartículas. Houve uma moderada correlação entre a dureza de superfície e em secção longitudinal (r = -0,533; p<0,001). Em acréscimo, uma redução da Ys e de seu componente apolar (γsLW) e sítios doadores de elétrons (γ¯) foram observados nos grupos tratados com enxaguatórios contendo TMP. Além disso, diferenças significativas foram observadas para a maioria das variáveis analisadas com relação à duração do protocolo erosivo (1 e 3 dias). Conclusões: o tratamento com enxaguatórios bucais contendo TMP reduziu significativamente o desgaste erosivo do esmalte e a perda mineral deste em comparação aos enxaguatórios sem TMP, e tais efeitos podem ser relacionados a mudanças nos parâmetros de Ys analisados. A boca artificial utilizada no estudo mostrou-se adequada para o estudo do desgaste erosivo do esmalte em condições in vitro.