Recovery na saúde mental brasileira: revisão de literatura e reflexões críticas.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Cabrini, Daniela Ravelli
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/216428
Resumo: Este estudo teve como objetivo apresentar o conceito de Recovery na literatura científica brasileira e analisar suas aplicações no campo da Atenção Psicossocial brasileira. O termo Recovery se desenvolve a partir de seu contexto histórico anglo-saxônico, despertando dubiedades ao alcance de uma tradução que incorpore sua complexidade. As discussões sobre essa temática ainda são incipientes no campo da saúde mental brasileira e seu aprofundamento se revela enquanto uma perspectiva interessante para a Atenção Psicossocial, já que ambas refletem em uma rede de cuidado à saúde mental fundamentada por princípios semelhantes. Inspirado pela metodologia de revisão por Scoping, este estudo possibilitou (1) selecionar as produções bibliográficas que circunscrevem a literatura nacional disponível; (2) apontar lacunas e ramos na temática do Recovery que carecem de ser aprimorados; (3) efetuaruma análise crítica e propor articulações com o cenário brasileiro de saúde mental. Osresultados desta revisão por Scoping demonstraram que este campo científico ainda carece de definições, categorias e consensos de linguagem para avançar o conhecimento. Uma das principais características das pesquisas em Recovery na saúde mental brasileira procura envolver a perspectiva de usuários de saúde mental e familiares na produção do conhecimento científico, com destaque para desenhos participativos e avaliativos. Esta pesquisa se posiciona criticamente quanto à formulação das pesquisas participativas, e aponta para o desenvolvimento de múltiplas evidências científicas no paradigma da saúde mental brasileira.