Resistência camponesa, construção da consciência/ pertencimento a classe trabalhadora nos assentamentos rurais do pontal do Paranapanema-SP

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Leal, Sidney Cássio Todescato
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/251255
Resumo: Esta tese é resultado da pesquisa de doutorado intitulada “Organização, Resistência e Pertencimento de Classe nos Assentamentos Rurais do Pontal do Paranapanema-SP”, que teve como objetivo apreender o processo de construção da consciência/pertencimento a classe trabalhadora dos camponeses assentados, que vivenciaram e vivenciam inserções ocupacionais/laborais, processos de lutas intensas, com aprendizados próprios no âmbito da plasticidade do trabalho, que os impõem/motivam o retorno ou a busca do acesso à terra para viver e trabalhar. Nesse processo de construção os camponeses assentados participam coletivamente de ações político-organizativas que objetivam a resistência na terra, condição para a viabilização da produção, da comercialização de alimentos, processo esse que requer atuações perenes para a manutenção e ampliação das políticas públicas relacionadas à melhoria das condições de vida e trabalho na terra, no lote e, com vistas a garantir a produção e circulação de alimentos. Ao mesmo tempo, vêm protagonizando relações que fortalecem vínculos de classe com trabalhadores pobres, desempregados e em situação de insegurança alimentar, esses, sem-terras acampados e moradores nos centros urbanos. Isto, pois, considerando a amplitude e dimensão dos conflitos com os quais os camponeses assentados se defrontam para continuar apostando na reprodução da vida na terra, ou sua manutenção/permanência no lote, como expressão de luta e resistência, seja diante do direcionamento político e econômico que o Estado proporciona ao modelo agroindustrial vigente no Brasil, em detrimento da reprodução camponesa, da produção de alimentos, seja diante da dinâmica territorial destrutiva do agrohidronegócio canavieiro