Significado da presença de esquizócitos no sangue periférico de gestantes com pré-eclâmpsia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2004
Autor(a) principal: Silva, Rosângela de Fátima do Nascimento e [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/93118
Resumo: A presença de esquizócitos em esfregaço de sangue periférico é um dos parâmetros da definição de hemólise. Entretanto, essas células não são incluídas em todos os trabalhos da literatura e, entre os pesquisadores que as valorizam não há padronização quanto suas características, ao método de contagem, a região do esfregaço para a leitura e o número total de eritrócitos analisados. Objetivos: avaliar o significado da presença de esquizócitos em esfregaço de sangue periférico de gestantes com pré-clâmpsia, identificando-os e correlacionando-os com outros marcadores de hemólise, com a gravidade da doença e com outros marcadores da mesma. Sujeitos e métodos: foram avaliadas 76 lâminas de esfregaço de sangue periférico de gestantes portadoras de pré-eclâmpsia. Após a realização do esfregaço as lâminas foram submetidas ao corante de Leishman e armazenadas até a leitura, feita em microscópio modelo DLMB da marca Leica, com aumento de 40x e imersão em óleo. O microscópio era dotado de software Qwin Lite 2,5, que permitia gravar as imagens dos campos escolhidos em CD Rom. Em cada lâmina foram contados 10 campos com aproximadamente 100 eritrócitos. Foi considerada presença de esquizócitos quando a porcentagem dos mesmos era igual ou maior que 0,2%. A presença de esquizócitos foi correlacionada com outros marcadores de hemólise (hemoglobina, bilirrubina total, desidrogenase lática e reticulócitos), marcadores da pré-eclâmpsia (proteinúria e número de plaquetas) e a gravidade da pré-eclâmpsia. Resultados e conclusões: os esquizócitos estiveram presentes em 31,6% das gestantes com pré-eclâmpsia, sendo que na maioria (75%) dos esfregaços de sangue havia três ou quatro esquizócitos. Não houve correlação entre a presença de esquizócitos e outros marcadores de hemólise, marcadores da pré-eclâmpsia e a gravidade da doença.