Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Piovesan, Vitor Hugo Balest |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://bibliodigital.unijui.edu.br:8080/xmlui/handle/123456789/6089
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Resumo: |
Há muito a técnica deixou de ser um mero fazer humano e passou a exercer maior influência como forma de racionalidade, sobretudo com o amparo da ciência do século XVII. A universidade, símbolo da modernidade e da razão cartesiano-iluminista, hoje se vê desafiada pela própria técnica, porém não pelos artefatos, e sim pelo pensar calculador (racionalidade instrumental), que no dispositivo (Gestell) faz-se empobrecedor do “espírito” do homem. Oposta a ela está a marginalizada reflexão meditativa (racionalidade crítico-filosófica). É no sentido de ser uma questão de pensamento que a reflexão sobre a técnica é também uma questão formativa. O objetivo desta dissertação é analisar a racionalidade técnica à luz da filosofia de Martin Heidegger (1989-1976) e a partir disso pensar desdobramentos para o ensino superior. O método para tal consiste de pesquisa bibliográfica, de natureza qualitativa, com aporte crítico-hermenêutico. As principais obras de Heidegger estudadas foram Ser e tempo, Introdução à metafísica, A questão da técnica, A época da imagem do mundo, Serenidade e Língua de tradição e língua técnica. Compreende-se que ao questionar a técnica uma postura mais livre em relação a ela pode ser assumida, permitindo maior radicalidade e, por conseguinte, maior qualidade do pensar. Nesse sentido, é desafio da universidade manter a abertura para a dimensão de um pensar mais originário (a questão do ser), revelado numa dimensão ontológico-existencial, isto é, que leve em consideração a peculiaridade da condição humana de existência, cuja constituição histórico-linguística transcende a compreensão de mundo científico-cartesiana que dominou o paradigma moderno até os dias atuais. |