Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Conceição, Alexandra Santos |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/20.500.11896/3511
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Resumo: |
Esta pesquisa nasce do interesse em mapear dados sobre as relações de poder estabelecidas entre mulheres privadas de liberdade e a gestão de uma Unidade Prisional do Estado da Bahia. Para tanto, tomamos como objeto de análise os bilhetes enviados pelas presidiárias às trabalhadoras da gestão, responsáveis por receber as demandas, os lamentos, as queixas das mulheres que ali se encontram cumprindo pena. A pergunta que buscamos responder ao final deste texto é: como as relações de poder produzidas neste contexto produzem modos de subjetivação específicos do ambiente prisional? Dialogamos, sobretudo, com a obra de Michel Foucault (2016, 1997a, 2017b, 2004), filósofo francês que se dedicou a pesquisar como as relações de poder forjaram o sujeito moderno. Adotamos a cartografia como inspiração e prática de pesquisa considerando as peculiaridades do encontro entre o campo de pesquisa e a pesquisadora, possibilitando que a pesquisa se construísse à medida que o campo fosse explorado, constituindo simultaneamente pesquisa e pesquisadora, o que se mostrou como recurso mais adequado ao objeto de pesquisa: relações de poder e produção de subjetividades. Como resultado, podemos observar como autoras constroem uma forma de capturar suas interlocutoras por meio de algumas posições ocupadas: a desvalida, a negociadora, a filha, a injustiçada e barganhar seus atendimentos. |