Nos rastros das "mulheres inspiradoras" : a cultura afro-brasileira é ensinada às crianças e às(aos) jovens nas escolas do DF?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Sousa, Marilia Silva Oliveira de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unb.br/handle/10482/51974
Resumo: A presente dissertação analisou os eventuais resultados ou repercussões obtidas após a implementação do ensino da cultura afro-brasileira nas 15 escolas do Distrito Federal (DF) que implantaram o Projeto Mulheres Inspiradoras. O estudo questionou se as escolas que implantaram o projeto contemplaram as diretrizes educacionais de ensino da cultura afro-brasileira para contribuir com a diminuição dos padrões raciais colonialistas. Partiu-se da hipótese teórica da hegemonia de padrões etnocêntricos, sexistas e racistas nos Projetos Pedagógicos de curso e nos currículos dos Centros Educacionais do Distrito Federal, com resistências em forma de experiências pontuais a serem reveladas/potencializadas. Objetivos: analisar se os Projetos Pedagógicos de Cursos e as experiências docentes dos Centros Educacionais do Distrito Federal que implantaram o Projeto Mulheres Inspiradoras contemplavam o ensino da cultura afro-brasileira em perspectiva crítica, interseccional, multicultural e antirracista. Tratou-se de uma pesquisa de métodos mistos, do tipo sequencial exploratória, delineada em duas etapas, com estudo de caso. A primeira etapa consistiu na análise dos Projetos Político-Pedagógicos (PPP) das 15 escolas participantes, articulada à leitura crítica e indicativa dos livros adquiridos pela Secretaria de Educação do DF. Na segunda etapa, realizou-se o rastreamento de eventuais práticas pedagógicas de resistência entre 25 docentes participantes do projeto, mediante aplicação de questionário on-line. Os 15 PPPs analisados se distribuíram nas categorias: a- Práticas associadas ao Dia da Consciência Negra, sem maiores descrições, ou ausência de referências ao ensino da cultura afro-brasileira (n = 9; 60%); b- Presença de abordagens inovadoras pontuais (n = 4; 26,7%); c- Indícios de ensino antirracista estruturante (n = 2; 13,6%). Os livros adquiridos para as escolas apresentaram conexão com o ensino da cultura afro, com aplicabilidades para as práticas pedagógicas. Nos rastros do Mulheres Inspiradoras, a maioria das docentes (n = 18; 72%) investigadas continuou com práticas antirracistas e feministas em sala de aula.